Veja Digital - Plano para Democracia: R$ 1,00/mês
José Casado Por José Casado Informação e análise

Corte de consumo e atraso nas contas ampliam a influência do bolso no voto

O empobrecimento, com progressiva redução de consumo para tentar fechar as contas no final do mês, condiciona cada vez mais as intenções de voto

Por José Casado Atualizado em 14 jun 2022, 15h58 - Publicado em 14 jun 2022, 08h00

A influência do bolso na decisão de voto aumenta na velocidade da inflação.

Nos últimos três meses, a maioria dos eleitores (77%) cortou ao menos quatro produtos básicos da lista de consumo habitual. E mais da metade (55%) deixou de pagar em dia duas contas mensais.

Esse empobrecimento pessoal e familiar, com progressiva redução de consumo para tentar fechar as contas no final do mês, condiciona cada vez mais as intenções de voto para a eleição de outubro. O grande perdedor, até aqui, é o governo e seu candidato à reeleição, Jair Bolsonaro.

.
./VEJA

É o que mostra pesquisa do Instituto FSB realizada para o banco BTG entre a última sexta-feira e domingo, com 2 mil entrevistas telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

A perda de poder de compra, num ambiente de inflação de dois dígitos, persistente e disseminada, levou a maioria a cortar alimentação fora de casa (60%), compra de roupas (56%) e a retirar carne bovina do cardápio doméstico (55%).

Continua após a publicidade

.
./VEJA

A redução do consumo de combustível (44%) é declarada em seguida, como decisão secundária.

Isso sugere que governo e Congresso podem ter superestimado a relevância da concessão de subsídios estatais à gasolina para mitigar o impacto inflacionário nos orçamentos pessoal e familiar, na expectativa de melhorar o humor dos eleitores.

Eles estão se sentido obrigados a eleger, para atraso de pagamento, ao menos duas contas domésticas por mês. Nos últimos três meses escolheram, principalmente, entre a conta de luz, a do cartão de crédito, a de telefonia e a de água e esgoto.

A percepção econômica e eleitoral se mantém estável, ou seja, essencialmente ruim, confirma a pesquisa. Porém, nas últimas duas semanas constatou-se uma nota de relativo otimismo: recuou de 70% para 63% a proporção de eleitores que apostam no aumento da inflação nos próximos três meses.

Não deixa de ser um alento para candidatos a deputado, senador, governador e presidente que sentem o peso da cobrança nas ruas pelo custo de vida crescente.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Plano para Democracia

- R$ 1 por mês.

- Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

- Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

- Válido até 31/10/2022, sem renovação.

3 meses por R$ 3,00
( Pagamento Único )

Digital Completo



Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)