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Jorge Pontes Jorge Pontes foi delegado da Polícia Federal e é formado pela FBI National Academy. Foi membro eleito do Comitê Executivo da Interpol em Lyon, França, e é co-autor do livro Crime.Gov - Quando Corrupção e Governo se Misturam.

Sergio Moro e a CPI do pavor

Há um medo generalizado - e não disfarçado - contra tudo e contra todos que se propõem a consertar o Brasil

Por Jorge Pontes Atualizado em 25 jan 2022, 14h17 - Publicado em 25 jan 2022, 13h18

O movimento do PT, em busca de assinaturas na Câmara dos Deputados para emplacar uma CPI com o objetivo de “investigar” Sergio Moro, pré-candidato à Presidência da República, nos mostra a que ponto chegou a política nacional.

Seria cômico se não fosse trágico, o desejo desse grupo de parlamentares do Centrão, que torram milhões em dinheiro público, nas odiosas emendas parlamentares, sem transparência e controle, cobrar explicações a um cidadão que recebeu, durante apenas dez meses, rendimentos da iniciativa privada, em um outro país.

A adesão à iniciativa foi grande, e veio de deputados de todas as matizes ideológicas, o que nos confirma que a corrupção sistêmica no Brasil não tem ideologias.

Mas, a bem da verdade, o que nos salta aos olhos é o pavor e a covardia que esses parlamentares desavergonhadamente demonstram, ao tentarem tirar Sergio Moro do páreo, a todo custo e sem qualquer prurido.

Afinal de contas, é preciso ter muita “coragem” para demonstrar, à luz do dia, tamanha covardia. Enfim, há pusilanimidades que, de tão vergonhosas, necessitam de doses extras de valentia para serem externadas.

Esse pavor nos mostra a dimensão do que eles enxergam na candidatura de Sergio Moro. O ex-juiz é visto de fato como o candidato anti-establishment.

A paúra generalizada em relação a Moro é um sintoma inequívoco do potencial que essa banda podre enxerga no ex-juiz. Há um medo profundo – e não disfarçado – contra tudo e contra todos que se propõem a consertar o Brasil. Essa é outra grande lição dessa CPI.

Como já repetimos há anos, há um grupo de fraudadores – de criminosos – que sequestrou grande parte da atividade política no Brasil. E esse grupo nos amarra ao passado, impedindo reformas, avanços e melhorias, para que continuem a se locupletar, às custas do atraso a que nos condenam. Somos, como sociedade, reféns da nossa elite (sic) política.

A iniciativa dessa CPI nos mostra, igualmente, que tão importante quanto o pleito presidencial de outubro de 2022 será a eleição da nova legislatura federal. Isto é: temos que aproveitar essas eleições para renovar ao máximo o nosso Congresso Nacional.

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