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Um olhar jornalístico sobre relacionamento, sexo e comportamento

O que o término de celebridades revela sobre o fim de um casamento

O 'felizes para sempre' perde espaço diante de uma nova forma de enxergar os relacionamentos

Por Duda Monteiro de Barros Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 set 2026, 17h53 | Atualizado em 3 set 2026, 10h56
O que o término de celebridades revela sobre o fim de um casamento Priorizar nos meus resultados Google

As separações do chef Claude Troisgros e Clarisse Sette, após 20 anos juntos, e de Pedro Scooby e Cintia Dicker, depois de quase sete anos de relacionamento, reacenderam uma pergunta sobre a vida a dois: um casamento precisa durar para sempre para ser considerado bem-sucedido? Os dois términos chamaram atenção também pela forma como os protagonistas falaram sobre o fim, sem transformar a história compartilhada em sinônimo de fracasso. Os números ajudam a dimensionar uma mudança no comportamento conjugal brasileiro: segundo o IBGE, o tempo médio entre o casamento e o divórcio caiu de 17,1 anos, em 2004, para 13,8 anos, em 2024, quando foram registrados 428.301 divórcios no país.

A mudança não significa necessariamente que os relacionamentos tenham se tornado mais descartáveis, mas que permanecer em uma união deixou de ser, para muitas pessoas, um objetivo a qualquer custo. Ao longo da vida, prioridades, expectativas e projetos individuais se transformam, e uma relação que fez sentido durante muitos anos pode deixar de fazer sentido para um ou para os dois. “As pessoas estão cada vez mais conscientes sobre o que querem para a própria vida e, principalmente, sobre aquilo que não querem mais aceitar”, comenta Laís Pimentel, psicóloga especialista em e saúde mental da mulher.

Essa perspectiva também muda a maneira de enxergar o término. Uma relação pode ter sido importante, significativa e feliz, ter construído afeto, companheirismo e uma família e, ainda assim, chegar ao fim sem que isso transforme toda a história em fracasso. A duração, isoladamente, não é capaz de medir o que deu certo ou errado em um casamento. “O fim da conjugalidade não precisa significar o fim do respeito, do afeto ou da família. Principalmente quando existem filhos, aprender a reorganizar essa relação pode ser tão importante quanto saber construí-la. Um bom divórcio não apaga a história vivida, ele permite que cada um siga adiante sem transformar tudo o que foi construído em um campo de batalha”, observa Luiz Fernando Gevaerd, especialista em Direito de Família.

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