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Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".
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Vídeo – Cidinha Campos lista os podres de Marcelo Freixo

Candidato do PSOL "não é flor que se cheire", diz deputada

Por Felipe Moura Brasil
Atualizado em 30 jul 2020, 21h41 - Publicado em 1 out 2016, 08h59

Cidinha Campos (PDT) publicou um ótimo vídeo no qual lista os podres de Marcelo Freixo (PSOL).

A deputada estadual é vice de Pedro Paulo (PMDB-RJ), maior rival do psolista na disputa pelo segundo lugar no primeiro turno das eleições para a Prefeitura do Rio de Janeiro, conforme as pesquisas.

Suas palavras em favor do peemedebista, no entanto, limitam-se à última frase do depoimento.

O que vale aqui são as informações sobre a tropa de Freixo, aquele candidato que, como este blog mostrou em vídeo especial, muda de discurso conforme a conveniência do momento.

Contra Cidinha, Freixo costuma recorrer a uma de suas chacotas, usando a frase “Você não gosta de mim, mas sua neta gosta”, já que é apoiado por Maria Carolina, fruto do relacionamento da deputada com Manoel Carlos, novelista que já mostrou sua aversão ao “reacionarismo” por meio de personagens na TV.

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Freixo é assim: quando não tem como responder alegações, coloca a família no meio.

Assista.

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fcidinhacamposoficial%2Fvideos%2F792157224154083%2F&show_text=0&width=560

Relembro meu vídeo “As provas do cinismo de Marcelo Freixo”, para quem perdeu ou quer ver de novo:

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[youtube https://www.youtube.com/watch?v=86WK0T21g7M?feature=oembed&w=500&h=375%5D

* Atualização de segunda-feira, 10 de outubro:

O Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH) repudiou o trecho da acusação de Cidinha reproduzida neste post de que teria se apropriado indevidamente dos valores arrecadados na campanha “Somos Todos Amarildo”; e afirmou que, em 10 de Setembro de 2014, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro arquivou representação formulada pela deputada contra o DDH justamente em relação aos mesmos fatos que agora, passados mais de dois anos, são novamente suscitados (https://goo.gl/h03c9G).

Reproduzo os trechos alegadamente informativos do texto-resposta, tirando as acusações desnecessárias a este blog para o qual, naturalmente, denúncias feitas por uma deputada estadual contra um candidato a prefeito têm evidente relevância jornalística, sem prejuízo de eventual abertura de espaço para o outro lado, nem eventual réplica da denunciante:

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“Em síntese, cumpre assinalar que:
(a) Jamais o público ou a família de Amarildo foram enganados acerca da proposta de destinação dos recursos da campanha ‘Somos Todos Amarildo’; qual seja, aquisição de uma casa para a referida família e a arrecadação de fundos para a realização de um projeto sobre desaparecimentos forçados a ser gerenciado pelo DDH.

(b) A família do Pedreiro Amarildo comprou a casa pretendida, tendo sido beneficiada com um total de R$ 186.213,48. Diante da impossibilidade técnica de realização do projeto, o DDH reverteu parte do dinheiro para entidades de Direitos Humanos, não ficando com qualquer valor para benefício próprio.

O QUE FOI A CAMPANHA “SOMOS TODOS AMARILDO?

A campanha “Somos todos Amarildo”, que contou com a participação de movimentos ligados à defesa dos Direitos Humanos, intelectuais e artistas, como Caetano Veloso e Marisa Monte, tinha dois objetivos: (i) arrecadar dinheiro para comprar uma casa para a família do pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido após ser levado à UPP da Rocinha, em julho de 2013, e (ii) financiar pesquisa para ajudar na elaboração de políticas públicas sobre o desaparecimento forçado de pessoas.

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As próprias notícias veiculadas na grande imprensa sobre os eventos organizados para captar finanças e divulgar o projeto – leilão (08/10/13) e show no Circo Voador (20/11/13) – são suficientes para esclarecer que sempre estiveram disponíveis ao público os objetivos do projeto e a destinação dos recursos, vejamos algumas: Zero Hora (07/10/2013) https://migre.me/ienXf, O Globo(07/10/2013) https://migre.me/ieo1f, Portal Uol (08/10/2013) https://migre.me/ieo2W, Folha de São Paulo (08/10/2013) https://migre.me/ieo62, Portal Terra (10/10/2013) https://migre.me/ieo9p, R7 (10/10/2013) https://migre.me/ieoaJ e G1 (29/10/2013) https://migre.me/ieocN.

A divulgação do show com Caetano Veloso e Marisa Monte no Circo Voador também foi explícita quanto ao caráter do evento, vejamos:

‘A renda de toda nossa iniciativa será direcionada ao DDH, Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos, para viabilizar um projeto completo que pretende traçar um perfil dos desaparecidos na região metropolitana do Rio de Janeiro, preservar a memória dos desaparecidos como forma de luta por uma segurança pública centrada na defesa da dignidade humana, bem como dar suporte jurídico e psicossocial aos familiares das vítimas. Iremos também levantar fundos para o recomeço da família do Amarildo, que além de enfrentar uma tentativa pública de criminalização, com a ausência do pai e sem assistência direta do Estado, viram suas condições materiais, que já eram ruins, piorarem. Com objetivo de dar mais visibilidade ao caso e de dar oportunidade para todos ajudarem na causa, haverá no Circo Voador, dia 20 de Novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, o evento Somos Todos Amarildo, com show de Caetano Veloso e Marisa Monte e toda renda revertida para o projeto com o DDH. O show inédito está sendo desenvolvido especialmente para essa ocasião por Caetano e Marisa’. A informação foi veiculada na oportunidade pelo site do DDH https://migre.me/ieoqz, no perfil do Circo Voador https://migre.me/ieoGd e nas de páginas de Caetano https://migre.me/ieoIBe Marisa Monte https://migre.me/ieoLx.

Não resta dúvida, portanto, quanto à lisura e transparência na destinação dos recursos auferidos no leilão e show promovidos no final de 2013.”

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PARA ONDE FOI “O DINHEIRO DO AMARILDO”?

Importante ressaltar que o conteúdo dessa prestação de contas foi veiculado por meio de nota pública em de 15 de janeiro de 2015.

O primeiro objetivo da campanha foi cumprido com a compra de uma nova casa na Rocinha, como desejava a família. O segundo, entretanto, foi inviabilizado pela não colaboração do governo do Estado, que não disponibilizou as informações solicitadas pelos pesquisadores para que os trabalhos pudessem ser iniciados. Integrantes da coordenação pro bono do projeto, formada pelos pesquisadores Julita Lemgruber (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da UCAM), Ignacio Cano (Laboratório de Análise da Violência da UERJ), Michel Misse (Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da UFRJ) e Glaucio Soares (IESP/UERJ) encaminharam pedidos de informações ao Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão ligado ao Poder Executivo, e à Secretária de Segurança Pública, mas não foram atendidos.

Após muitas tentativas frustradas de diálogo devido à lamentável postura do governo do Estado (e sem mais nenhuma alternativa para a continuidade do projeto), o Instituto de Defensores dos Direitos Humanos (DDH), entidade responsável pela gestão do dinheiro, e o grupo de pesquisadores e beneméritos (artistas e juristas envolvidos no projeto) decidiram repassar os recursos à família de Amarildo, ao Grupo Tortura Nunca Mais, à Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, à Associação de Mídia Comunitária da Rocinha (TV Tagarela), ao Projeto Via Sacra e à Associação Cristã de Ação e Desenvolvimento do Rio de Janeiro. O DDH já transferiu todo o dinheiro.

A família de Amarildo recebeu R$ 136.213,48. As entidades receberam R$ 40 mil cada uma. Os critérios de escolha dos grupos e de divisão do dinheiro foram discutidos e acordados em conjunto. O objetivo foi beneficiar duas entidades que atuam diretamente com violações de Direitos Humanos e desaparecimento forçado de pessoas – Grupo Tortura Nunca Mais e Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência – e três grupos da própria Rocinha.
Como exposto anteriormente, o objetivo da campanha “Somos todos Amarildo” era reunir recursos para ajudar a família do pedreiro e realizar pesquisa sobre o desaparecimento de pessoas provocado por agentes do Estado. Para arrecadar o dinheiro, foram realizados um jantar leilão com instrumentos doados por artistas e um show de Caetano Veloso e Marisa Monte no Circo Voador. Ao todo, foram recolhidos R$ 359.341,77. Desses foram subtraídos, antes da transferência para a conta bancária do DDH, R$ 50 mil para aquisição de uma casa para a família de Amarildo, sob a assessoria jurídica do Instituto. O valor restante de R$ 309.341,77 foi transferido para gestão do DDH. Com os rendimentos da aplicação bancária, o total chegou a R$ 336.657,18. Desta soma, a família de Amarildo recebeu R$ 136.213,48, sendo que R$ 10 mil foram usados para aquisição de equipamentos e reparos do imóvel, e R$ 443,70 foram gastos com taxas e tarifas bancárias. Somando o valor da aquisição do imóvel com a quantia doada, a família foi beneficiada com R$ 186.213,48, enquanto as cinco entidades apoiadas por seu trabalho receberam cada uma a quantia de R$ 40 mil.”

“PRESTAÇÃO DE CONTAS
Consulte aqui o documento comprovatório da doação dos recursos do projeto: https://goo.gl/K33ZPk
AQUISIÇÃO DE CASA P/ A FAMÍLIA R$ 50.000,00
EQUIPAMENTOS PARA A CASA R$ 10.000,00
TRANSFERÊNCIA EM DINHEIRO P/ A FAMÍLIA R$ 110.493,48
SOMA DE VALORES MENORES PAGOS À FAMÍLIA R$ 15.720,00
APOIO AO GRUPO TORTURA NUNCA MAIS – RJ R$ 40.000,00
APOIO Á ASSOCIAÇÃO DE MÍDIA COMUNITÁRIA DA ROCINHA (TV TAGARELA) R$ 40.000,00
APOIO À REDE DE COMUNIDADES CONTRA A VIOLÊNCIA R$ 40.000,00
APOIO À ASSOCIAÇÃO CRISTÃ DE AÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO RIO DE JANEIRO R$ 40.000,00
TAXAS BANCÁRIAS E CUSTOS DE ADMINISTRAÇÃO R$ 443,70
TOTAL R$ 386.657,18
Atenciosamente,
Taiguara Libano Soares e Souza
OAB/RJ 167.727
Diretor Administrativo”

Felipe Moura Brasilhttps://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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