Vaccari, o mochileiro Pinóquio do PT, é emparedado na CPI
“É porque eu uso mochila. Como vários usam mochila.” Essa foi a explicação de João Vaccari Neto na CPI da Petrobras para o apelido “Moch”, como ele é identificado na planilha de propinas do ex-gerente Pedro Barusco, que ele disse ter conhecido “quando já estava aposentado” e ter encontrado sempre “com outras pessoas”. Vaccari foi […]
“É porque eu uso mochila. Como vários usam mochila.”
Essa foi a explicação de João Vaccari Neto na CPI da Petrobras para o apelido “Moch”, como ele é identificado na planilha de propinas do ex-gerente Pedro Barusco, que ele disse ter conhecido “quando já estava aposentado” e ter encontrado sempre “com outras pessoas”.
Vaccari foi emparedado pelo deputado André Moura (PSC-CE), que perguntou também quais foram os valores doados por cada uma das empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato à campanha de Dilma Rousseff.
O tesoureiro e arrecadador do PT respondeu que os comitês do partido e da campanha são “coisas distintas” e que ele não estava envolvido com as finanças da campanha.
Sobre o total da doação feita pelo diretório do PT à campanha de reeleição de Dilma, Vaccari enrolou:
“Foram R$ 14 milhões e alguma coisa.”
André Moura deu então o xeque-mate, dizendo que o TSE informa mais de R$ 31 milhões de doações.
E arrematou, aludindo à decisão do STF na véspera:
“Essa é uma prova de que ele [Vaccari] está aqui com indulto de Pinóquio para faltar com a verdade.”
Pois é. Um Pinóquio de mochila, como vários no PT.
Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil
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