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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Renato Janine Ribeiro, o ‘Paulo Freire’ de Dilma Rousseff

Renato Janine Ribeiro, o invejoso do sucesso independente alheio, nunca conseguiu ficar famoso com o seu trabalho autoral, mas chegou aos trend topics do Twitter nesta segunda-feira por conta de sua posse como ministro da Educação petista. O professor militante precisou da nomeação política feita por Dilma Rousseff para alcançar sua cobiçada fama. — Janine é uma grande novidade. […]

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 31 jul 2020, 01h41 - Publicado em 6 abr 2015, 13h49
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O ministro Aloizio Mercadante, o vice Michel Temer, Dilma Rousseff e o novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, em sua posse

Renato Janine Ribeiro, o invejoso do sucesso independente alheio, nunca conseguiu ficar famoso com o seu trabalho autoral, mas chegou aos trend topics do Twitter nesta segunda-feira por conta de sua posse como ministro da Educação petista. O professor militante precisou da nomeação política feita por Dilma Rousseff para alcançar sua cobiçada fama.

— Janine é uma grande novidade. É um ministro educador numa pátria educadora – disse a petista, cuja pátria educadora frequenta os últimos lugares nos exames internacionais.

Dilma também comparou Janine a Paulo Freire, o que, de fato, faz todo o sentido, a julgar pelas conclusões a que chegaram, por experiência, os próprios colaboradores do sr. Freire, nenhum deles um direitista ou figura alheia às suas práticas.

Ei-las abaixo, conforme reunidas no best seller O mínino que você precisa saber para não ser um idiota:

1) “Não há originalidade no que ele diz, é a mesma conversa de sempre. Sua alternativa à perspectiva global é retórica bolorenta. Ele é um teórico político e ideológico, não um educador.”

(John Egerton, “Searching for Freire”, Saturday Review of Education, Abril de 1973.)

2) “Ele deixa questões básicas sem resposta. Não poderia a ‘conscientização’ ser um outro modo de anestesiar e manipular as massas? Que novos controles sociais, fora os simples verbalismos, serão usados para implementar sua política social? Como Freire concilia a sua ideologia humanista e libertadora com a conclusão lógica da sua pedagogia, a violência da mudança revolucionária?”

(David M. Fetterman, “Review of The Politics of Education”, American Anthropologist, Março 1986.)

3) “[No livro de Freire] não chegamos nem perto dos tais oprimidos. Quem são eles? A definição de Freire parece ser ‘qualquer um que não seja um opressor’. Vagueza, redundâncias, tautologias, repetições sem fim provocam o tédio, não a ação.”

(Rozanne Knudson, Resenha da Pedagogy of the Oppressed; Library Journal, Abril, 1971.)

4) “A ‘conscientização’ é um projeto de indivíduos de classe alta dirigido à população de classe baixa. Somada a essa arrogância vem a irritação recorrente com ‘aquelas pessoas’ que teimosamente recusam a salvação tão benevolentemente oferecida: ‘Como podem ser tão cegas?’”

(Peter L. Berger, Pyramids of Sacrifice, Basic Books, 1974.)

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5) “Alguns vêem a ‘conscientização’ quase como uma nova religião e Paulo Freire como o seu sumo sacerdote. Outros a vêem como puro vazio e Paulo Freire como o principal saco de vento.”

(David Millwood, “Conscientization and What It’s All About”, New Internationalist, Junho de 1974.)

6) “A Pedagogia do Oprimido não ajuda a entender nem as revoluções nem a educação em geral.”

(Wayne J. Urban, “Comments on Paulo Freire”, comunicação apresentada à American Educational Studies Association em Chicago, 23 de Fevereiro de 1972.)

7) “Sua aparente inabilidade de dar um passo atrás e deixar o estudante vivenciar a intuição crítica nos seus próprios termos reduziu Freire ao papel de um guru ideológico flutuando acima da prática.”

(Rolland G. Paulston, “Ways of Seeing Education and Social Change in Latin America”, Latin American Research Review. Vol. 27, No. 3, 1992.)

8) “Algumas pessoas que trabalharam com Freire estão começando a compreender que os métodos dele tornam possível ser crítico a respeito de tudo, menos desses métodos mesmos.”

(Bruce O. Boston, “Paulo Freire”, em Stanley Grabowski, ed., Paulo Freire, Syracuse University Publications in Continuing Education, 1972.)

Dilma tem razão. Janine é seu novo Paulo Freire, como eu havia mostrado no vídeo abaixo.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=eA5XIF_Mx68?wmode=transparent&fs=1&hl=en&modestbranding=1&iv_load_policy=3&showsearch=0&rel=1&theme=dark&w=620&h=349%5D

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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