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Felipe Moura Brasil

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Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".
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Por que Bush é mais popular que Obama: 52 a 49

George W. Bush é mais popular do que Barack Obama nos Estados Unidos. Não só isso: pela primeira vez desde que o ex-presidente deixou a Casa Branca, a maioria dos americanos o vê de forma positiva. É o que mostra uma pesquisa da CNN divulgada nesta quarta-feira. Bush é visto favoravelmente por 52% dos americanos, contra 43% […]

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 31 jul 2020, 01h14 - Publicado em 3 jun 2015, 13h07
Bush Obama

A diferença de legado no Iraque: Bush derrubou Saddam Hussein, Obama ergueu o Estado Islâmico

George W. Bush é mais popular do que Barack Obama nos Estados Unidos.

Não só isso: pela primeira vez desde que o ex-presidente deixou a Casa Branca, a maioria dos americanos o vê de forma positiva.

É o que mostra uma pesquisa da CNN divulgada nesta quarta-feira.

Bush é visto favoravelmente por 52% dos americanos, contra 43% que não o veem assim.

Obama é visto favoravelmente por 49% dos americanos, contra 49% que não o veem assim.

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O atual presidente dos Estados Unidos não chega ao nível de Dilma Rousseff, mas vai de mal a pior, obrigado, em todos os índices.

O trabalho feito por Obama é reprovado por 52%, contra 45% de aprovação. Uma queda total de 8% em apenas um mês neste indicador.

Na forma de lidar com as principais questões de seu governo, sua reprovação fica assim:

Economia: 46-53;

Estado Islâmico (ISIS): 32-63;

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Imigração ilegal: 36-60;

Vigilância do governo: 29-67;

Cuidados de saúde: 44-54;

Relações Exteriores: 43-55;

Terrorismo: 45-51.

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Há dois motivos principais para a ascensão de Bush, para além das questões econômicas:

1) Ele se mantém fora dos embates políticos e só aparece para promover causas como as dos combatentes feridos. Os americanos apreciam a elegância do ex-presidente, que deveria dar umas aulinhas a FHC de como ficar calado.

2) A Guerra do Iraque – responsável por arrastar para baixo os índices de Bush – está sendo vista agora de uma perspectiva que não existia antes.

Como em todas as guerras, grandes erros foram cometidos no Iraque, mas apenas na era da televisão, especialmente a cabo, é que esse elemento histórico em conflitos foi transformado em algo único e desqualificador, como escreve John Nolte. No entanto, Bush venceu a guerra no Iraque, como mostrei tantas vezes neste blog.*

“É mais difícil terminar uma guerra do que começar uma. Na verdade, tudo o que as tropas americanas fizeram no Iraque – toda a luta e toda a morte, o sangramento e a construção, e o treinamento e a parceria – tudo isso levou a este momento de sucesso. Agora, o Iraque não é um lugar perfeito. Ele tem muitos desafios pela frente. Mas estamos deixando para trás um soberano, estável e autossuficiente Iraque, com um governo representativo que foi eleito pelo seu povo. Estamos construindo uma nova parceria entre nossas nações.

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Esta é uma conquista extraordinária, quase nove anos depois.”

Não: isto não é Bush anunciando a Guerra do Iraque como um sucesso. É o presidente Obama… antes de perder a guerra em um ano de eleição, removendo todas as tropas americanas, incluindo as forças de estabilização que os Estados Unidos ainda mantêm em outros países como Coreia e Japão.

Comparada à gestão de Obama das Relações Exteriores, especificamente no Oriente Médio, a era Bush está recebendo um segundo olhar para além da política partidária incessante e dos frenesis venenosos de mídia que definiram sua presidência.

Foi um caminho difícil chegar até lá, mas quando Bush deixou o cargo, as coisas eram bem melhores no Oriente Médio.

A região tinha se estabilizado, ou estava, pelo menos, em vias de estabilização. Egito, Líbia, Iraque e Afeganistão estavam todos tranquilos ou, pelo menos, tranquilizando-se. Os anos de investimento, às vezes, a um preço terrível, haviam feito uma diferença positiva.

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Mas o desengajamento político cínico de Obama no exterior resultou num preço ainda mais terrível. A região está em chamas. O Iraque está quase perdido. A Líbia é um refúgio terrorista. O Estado Islâmico está em marcha em toda parte, especialmente no vácuo produzido por Obama no Iraque.

A guerra é dura, sangrenta, difícil e cheia de erros, como escreve John Nolte. Isso era verdade antes da idade da televisão. É verdade agora.

Como a CNN cobriria hoje um audacioso, custoso e em grande parte simbólico ataque Doolittle em Tóquio – a reação americana ao ataque japonês à base naval de Pearl Harbor?

Imaginem Abraham Lincoln lidando com um Washington Post, um New York Times e um âncora de TV como Wolf Blitzer nos primeiros anos da Guerra Civil.

É somente depois de remover toda a fumaça política e de mídia que se pode obter uma perspectiva.

Essa fumaça está em boa parte dissipada e o povo americano pode ver agora que as coisas eram melhores quando Bush estava no governo.

Obama era para ser a cura de todos os males da era Bush, como os democratas e os meios de comunicação prometeram aos americanos e ao resto do mundo.

Mas o povo já notou que a chamada cura é muito pior do que o suposto problema.

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* AVISO: Comentários anti-Bush, automatizados, de quem não leu nem nada tem a refutar dos artigos abaixo não serão aceitos neste blog:

Obama mentiu sobre bomba. Netanyahu estava certo;
Vídeo: “Boas notícias para os cristãos decapitados”;
Dilma contra “pessimistas”, Obama contra “cínicos” – e a realidade contra ambos;
Vídeo: John McCain detona ex-porta-voz da Casa Branca na CNN sobre retirada de tropas do Iraque: “Os fatos são coisas teimosas”, como eu havia demonstrado neste blog;
– Vídeo: George Bush avisou em 2007 sobre perigo de retirar tropas do Iraque. Obama ignorou e deu no que deu;
– As mentiras de Obama sobre a guerra no Iraque;
– O choro e o genocídio que Obama deixou acontecer;
– O Brizola do mundo;
– Entrevista com João Pereira Coutinho;
– Em nome dos cadáveres.

Felipe Moura Brasil ⎯ https://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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