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Felipe Moura Brasil

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Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".
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O cinismo de Dilma após a deflagração do processo de impeachment

Petista mente sobre barganhas, ataca Cunha para se defender e omite fraudes fiscais

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 4 jun 2024, 23h03 - Publicado em 2 dez 2015, 20h40

Dilma GN

Tuitadas pós-acolhimento:

– Governo avalia recorrer ao STF porque, no anúncio do impeachment, Cunha estava com cadarço desamarrado e não tinha escovado os dentes.

– Dilma está furiosa. Que bom. Se calma já é um desastre…

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– Dilma não prepara discurso. Alguém prepara para ela. Dilma só prepara a afetação de tranquilidade.

– Radar: Cunha pede calma e repete aos deputados eufóricos de oposição: deveria ter acolhido o pedido de impeachment antes. Verdade.

– Se Cunha tivesse acolhido impeachment antes, pressão da sociedade teria sido maior e Congresso poderia não ter aprovado a nova meta fiscal.

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– Miguel Reale: “O Cunha acaba escrevendo certo por linhas tortas porque ele usou o impeachment o tempo todo como instrumento de barganha.” Fato.

– VEJA: Planalto tentou negociar com Cunha até o último minuto. Jacques Wagner e José Mentor passaram a tarde no gabinete do peemedebista. Perderam.

– Governo ofereceu a Cunha votos dos 3 petistas no Conselho de Ética e declaração pública em apoio a ele. Cunha: “governo não entrega o que promete”.

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Charge Dilma fora

– Auge do cinismo de Dilma na TV foi negar que governo tentou convencer deputados petistas a votarem por absolvição de Cunha. É a rainha da mentira.

– Dilma, claro, transformou impeachment desejado pela maioria dos brasileiros (63%) em questão pessoal de Cunha e omitiu crimes fiscais do governo.

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– Dilma responde a um processo de impeachment vangloriando-se de não ter cometido um roubo comum. E daí? Processo não é criminal. É político.

– Dilma: “Não possuo contas no exterior”. Não precisa. Dilma “possui” bancos públicos para pagar ilegalmente despesas obrigatórias do governo.

– Brasileiros não podem ter despesas pagas por bancos, enquanto torram dinheiro. Dilma não pode sair impune por ter obrigado bancos públicos a cobri-la.

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– Dilma: “São inconsistentes e improcedentes as razões que fundamentam esse pedido”. Petista é assim: xinga as razões quando não sabe refutá-las.

– Com admissibilidade dos processos de impeachment e da ação contra Cunha, barganha subirá a novo patamar. Tudo tem de ser votado. E o jogo continua.

Felipe Moura Brasil ⎯ https://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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