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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

O cidadão livre Joaquim Barbosa contra os sabotadores petistas da Lava Jato e o jornalismo a serviço do PT. Mais: como transformar sabotagem em preocupação com pobres

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 31 jul 2020, 02h06 - Publicado em 17 fev 2015, 16h21
Joaquim Barbosa Sapucaí

O cidadão livre aproveita sua liberdade

I. Mostrei no post anterior os tuítes de sábado de carnaval do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e ex-relator do mensalão, Joaquim Barbosa, nos quais ele pedia a demissão do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, comparando sua interferência política na Operação Lava Jato a uma manobra semelhante do PT no episódio do mensalão.

Resultado: Barbosa foi atacado pela tropa virtual petista e, novamente, reagiu, detonando os sabotadores das investigações e os jornalistas a serviço do PT:

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II. Na matéria da Folha “Após Barbosa defender demissão, petistas saem em defesa de Cardozo”, faltou o depoimento do jornalista Kennedy Alencar.

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O antigo assessor de Lula comentou na CBN que o ministro da Justiça “acertou ao se reunir com advogados das empresas acusadas na Operação Lava Jato. É uma atitude correta e que deve ser feita com transparência”.

Detalhe 1: Os encontros foram sigilosos e só vieram a público porque a revista VEJA os revelou. Depois da revelação forçada, os antigos e atuais assessores de Lula querem torná-los corretos, alegando que o ministro “tem de estar informado sobre o que acontece na sua área” e sugerindo apenas a inclusão desses encontros na agenda oficial “para evitar suspeitas e teorias da conspiração”.

Detalhe 2: Não há “suspeitas”. Apenas fato: Cardozo conspirou contra a Lava Jato ao desaconselhar pessoalmente a UTC a partir para a delação premiada. O ministro falou até em “costura de um acordo para que todos se safem”.

Kennedy, no entanto, ainda quer transformar a evidente manobra petista para blindar Lula, Dilma e o PT em um gesto “legítimo” de “preocupação com os efeitos econômicos da Lava Jato e com a sobrevivência das empresas”, alegando que “desmantelar um setor da economia vai resultar em desemprego desnecessário”.

Ou seja: não é preciso esconder que o PT só quer o bem dos trabalhadores… “O correto é o governo tratar com transparência a sua preocupação”… E por aí vai. Num passe de mágica verbal à moda João Santana, a sabotagem para autodefesa vira ato às escuras de solidariedade aos pobres.

Esta é a narrativa oficial. Sei que seria extremamente penoso e custoso para Kennedy Alencar experimentar livrar-se dela.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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