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Médicos se antecipam a políticos no STF para remediar país doente. Corre atrás, tucanada

AMB pede inabilitação de Dilma. Álvaro Dias explica em vídeo por que vai ao Supremo

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 30 jul 2020, 21h57 - Publicado em 1 set 2016, 14h39

Antecipei na tarde de quarta-feira (31):

Alegando as razões que antecipei, o PSDB recuou na noite de quarta da iniciativa de entrar com Mandado de Segurança (MS) no STF questionando o golpe de Ricardo Lewandowski, mas vazou para a imprensa que ainda estava analisando a questão.

Na manhã desta quinta (1), o ex-peessedebista Álvaro Dias (PV-PR) afirmou que vai entrar com um MS no Supremo até o fim do dia e justificou tecnicamente aos jornalistas a sua iniciativa de questionar o fatiamento das votações no julgamento final de Dilma:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Qp2v0sACsEs?feature=oembed&w=500&h=281%5D

Os médicos, no entanto, saíram na frente dos políticos para remediar o país após mais um golpe supremo.

A Associação Médica Brasileira protocolou na manhã desta quinta um MS junto ao STF pedindo que Dilma fique inabilitada por oito anos para o exercício de função pública.

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Reproduzo o restante da nota enviada a este blog pela sempre participativa AMB. Corre atrás, tucanada:

“A Constituição Federal diz, no seu artigo 52: ‘[…perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis]’. E a Constituição Federal é soberana em relação à Lei do Impeachment, de 1950, e ao Regimento do Senado”, explica Carlos Michaelis Jr, coordenador jurídico da AMB.

A motivação da AMB para ingressar com esta ação é a convicção sobre riscos que a decisão traz ao ambiente político, jurídico e constitucional brasileiro.

“Antes de qualquer coisa, é imoral mudar regras do jogo, escritas na Constituição Federal, para diminuir as consequências da destituição para Dilma Rousseff. Como representantes da sociedade civil organizada, não nos omitiremos. Em segundo lugar, e ainda mais grave, abre-se precedente para que manobras regimentais semelhantes sejam utilizadas em casos de outros políticos (de vários partidos) ou agentes públicos que estão sendo investigados, em operações como a Lava Jato, por exemplo, e que serão julgados pelo Congresso ou STF. Não podemos deixar que o impeachment, que deveria dar passo à frente no processo de passar o Brasil a limpo, seja insumo para abastecer estratégias de defesa e livrar quem prejudica o País”, explica Florentino Cardoso, presidente da AMB.

Mesmo antes do início das manifestações contra o governo da presidente Dilma Rousseff, a AMB já se posicionava de forma clara e transparente contra a política adotada para a área da saúde, sempre demonstrando a visão da entidade e enfrentando consequências – que vieram – de estabelecer um diálogo franco e honesto.

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Quando os escândalos de corrupção, má gestão e de crime de responsabilidade vieram à tona e o País começou a sentir na economia consequências do desgoverno capitaneado pelo Palácio do Planalto, a AMB foi a primeira entidade de classe a formalmente apoiar as manifestações pelo impeachment da presidente.

“Não fugimos da nossa responsabilidade naquela época e não vamos fugir agora. Se os partidos estão com medo de entrar na Justiça, entramos nós. Pela moralidade, pela Constituição Federal, por um Brasil melhor, pela saúde. Somos contra o acordo de impunidade e esperamos que o STF acolha nosso Mandado de Segurança, defendendo a Constituição Brasileira”, encerra Florentino Cardoso.

AMB Brasil

Felipe Moura Brasil ⎯ https://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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