Língua portuguesa pede impeachment de Lewandowski, inabilitação de Dilma e mais respeito, por favor
Resumão do blog também inclui: Lula destruído em delações e Trump empatado com Hillary
(Este e outros blogs de VEJA passaram horas fora do ar nesta sexta-feira 2, mas problema está sendo tratado pelos técnicos.)
Segue cobertura em tuitadas:
I. Brasil
1. Ecos do golpe supremo
– “Após impeachment, Dilma decide se mudar para o Rio”. Como eu, carioca, disse: no Brasil, a vitória nunca é completa.
– Dilma, a pior e menos articulada presidente da história do Brasil, vai morar na rua Joaquim Nabuco, o maior líder intelectual e político da abolição. Nunca houve neste país tamanho contraste de grandeza entre morador e patrono.
– Jota: “Procuradoria da República no DF incluiu Dilma entre os investigados em um inquérito civil que apura responsáveis pelas pedaladas fiscais. A petista será investigada por improbidade administrativa.” É o mínimo.
– Fatiar votação no Senado “não atenua o que fizeram”, diz Dilma, a ingrata. Então STF pode tirar sua habilitação que não lhe fará diferença.
– Lastimável que não haja na equipe de Lewandowski um único assessor que peça dispensa alegando em público que foi induzido a participar de um golpe.
– Combinar com uma das partes de um processo de/ou rasgar Constituição para amenizar condenação da ré deveria resultar em pena mínima de impeachment do magistrado.
– Movimento Brasil Livre (MBL) vai entrar com pedido de impeachment de Lewandowski baseado em informações de que ele participou da combinação do fatiamento inconstitucional. É o certo a se fazer.
– Lewandowski já não merecia elogios de senadores pró-impeachment após rebaixar Júlio Marcelo. Mas recebeu. Senadores deveriam se dizer arrependidos (e ajudar a “impichá-lo”).
– Mandado de Segurança (MS) de José Medeiros (PSD), o 7º impetrado no STF pela inabilitação de Dilma, caiu com Rosa Weber. PSDB impetrou o 8º. Lewandowski merece mais.
– A notícia correta é: Delcídio do Amaral pede que se aplique em seu favor mesmo golpe aplicado em favor de Dilma. Lewandowski abriu porteira da impunidade.
– A “ex”-petista Marina Silva, da Rede, só apoia MS para evitar benefício de Cunha. E nada diz do “ex”-psolista Randolfe, também da Rede, que pediu o fatiamento da votação na sessão final. PT não sai de uma. PSOL não sai do outro.
– Quero ver Luis Roberto “Minha Posição” Barroso dizer sobre o fatiamento inconstitucional determinado por Lewandowski o mesmo que disse em dezembro de 2015 sobre o voto secreto legal determinado por Eduardo Cunha: “considero, portanto, que… foi instituído por uma deliberação unipessoal e discricionária do presidente… no meio do jogo”. Vai amarelar para o miguxo?
– Em dezembro de 2015, após o golpe de Barroso, fiz o post “STF invalida a língua portuguesa“. Golpe de Lewandowski confirma minha afirmação.
– Em lewandowskês, se você foi ao cinema COM sua namorada, entenda: você pode ter ido COM ou SEM ela, ok?
– Relembro, em tuíte de 2015 com menção ao artigo 86 da Constituição, o #barrosês, parente do #lewandowskês.
– Breve apanhado de alertas, desde o início do processo de impeachment, sobre eventual armação de Renan Calheiros e Lewandowski:
2. Contagem
Janaina Paschoal e alguns sites fizeram circular a informação errada de que Dilma voltaria ao menos temporariamente à presidência caso o STF anule e remarque as votações e/ou a sessão final do impeachment, porque já haveria transcorrido o prazo máximo de 180 dias de afastamento da petista, conforme previsto na Constituição.
A contagem do afastamento de presidentes, no entanto, inicia-se somente na data em que o Senado (não a Câmara) decide instaurar o processo, o que, no caso de Dilma, ocorreu em 12 de maio.
Se o STF desfizer o golpe de Lewandowski e decidir remarcar para antes de 12 de novembro a votação do impeachment (incluindo a condenação à inabilitação para cargos públicos por 8 anos), Dilma assistirá novamente à sessão na condição de afastada (e, teoricamente, Michel Temer terá de voltar em avião privado da China se ainda estiver lá).
Enquanto o STF nada decide, o impeachment segue válido e, portanto, a contagem do afastamento está, senão finalizada, ao menos interrompida.
É uma confusão lewandowskiana.
3. Lula
– Delcídio confirma: Lula era o chefe da quadrilha do petrolão.
Em depoimento, ex-senador do PT “declarou que havia nichos isolados de corrupção na empresa até a descoberta do mensalão, em 2005. Com o estouro do escândalo, Lula teve de reorganizar a base governista para escapar do impeachment. Para tanto, abriu ainda mais as portas da Petrobras a PMDB e PP.
A corrupção, então, passou a ser sistêmica. Delcídio declarou ainda que nenhum outro presidente usou tanto a Petrobras politicamente como Lula. O petista despachava pessoalmente com os diretores da estatal. Além disso, lançava mão da companhia como instrumento de disputa eleitoral — por exemplo, ao defender uma política de conteúdo nacional, em contraposição à suposta intenção do PSDB de privatizar a petroleira.”
– Renato Duque relata à Lava Jato reuniões com Lula e Paulo Okamotto no Instituto Lula para discutir divisão de propina em contratos da Petrobras. Duque disse ter “meios para provar” que reuniões aconteceram. Um áudio cairia tão bem…
– Segundo Duque, “as decisões tomadas pela estatal que – deveriam obedecer a critérios técnicos – eram ordenadas com viés político”. Relembre aqui no blog: “Breve história da não privatização da Petrobras” e “Carta aberta de introdução ao Brasil“.
– Tribunal de São Paulo mantém com Moro denúncia contra Lula no caso tríplex por “robusta conexão com os fatos” apurados na Lava Jato. #ChoraMais
II. EUA
– Lester Holt (NBC), Martha Raddatz (ABC), Anderson Cooper (CNN) e Chris Wallace (Fox News) serão os moderadores dos debates entre Hillary e Trump.
– Datas de debates entre Hillary e Trump (com nome dos moderadores): 26/SET (Holt), 9/OUT (Raddatz e Cooper), 19/OUT (Wallace). Separe a pipoca.
– Vantagem de Hillary sobre Trump cai pela metade em pesquisa da CNN esquerdista. Eram 10 pontos, agora são 5: 42% a 37%. Salto pós-convenção (que era natural, como afirmei) vai sumindo.
– Trump tira diferença de 7 pontos e chega a ultrapassar Hillary na pesquisa nacional Reuters/Ipsos, embora em empate técnico: 39,8% x 38,9%, desbancando “especialistas” de novo.
– Trump comemora: “Números nas pesquisas subindo! Fazendo grande progresso!” Subindo junto com os escândalos de Hillary.
– Hillary “Dilma” Clinton disse ao FBI que não sabia o que significava (C) – de “classified” (informação secreta) – no começo dos parágrafos das mensagens que trocou por meio de servidor pessoal ilegal enquanto era secretária de Estado. Aham, Hillary, senta lá.
– Quando esquerdista flagrado descumprindo a lei diz “eu não sabia”, lê-se: “eu não dava a mínima”.
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Felipe Moura Brasil ⎯ https://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil
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