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Como Lula foi implicado por seu “laranja” Bumlai

Veja as razões

Por Felipe Moura Brasil
Atualizado em 30 jul 2020, 23h49 - Publicado em 19 dez 2015, 11h06
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Amigo é pra essas coisas

No começo da semana, o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, tratou José Carlos Bumlai como “operador do PT”.

A IstoÉ revela, no entanto, que investigadores já o tratam mesmo é como “laranja do Lula”.

Bumlai confessou que contraiu em 2004 um empréstimo irregular de R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin e repassou o valor ao PT, por meio de laranjas, para abastecer campanhas do partido, em especial a de Lula, de 2006.

Metade desse valor foi usado para pagar o chantagista Ronan Maria Pinto, que, como revelou VEJA, ameaçava denunciar o envolvimento do próprio Lula, de José Dirceu e Gilberto Carvalho no assassinato de Celso Daniel.

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Como contrapartida, o Banco Schahim ganhou um contrato superfaturado de R$ 1,6 bilhão para fornecimento de navios-sonda para a Petrobras, num modus operandi que, segundo Bumlai, teria se repetido em outras transações, com outros laranjas, sempre tendo o PT como beneficiário.

A Polícia Federal suspeita que o esquema do PT com o Banco Rural, durante o mensalão, tenha sido idêntico; e que, após o estouro do escândalo, o Banco Schahin foi acionado para quitar R$ 60 milhões em dívidas da campanha de Lula.

Ou seja: o mensalão, gerido por Delúbio Soares, teria sido substituído pelo petrolão, gerido por João Vaccari Neto – esquema que teria bancado as duas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff.

Mas vamos por partes.

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Há várias razões pelas quais o depoimento de Bumlai implica Lula.

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1) “A principal delas”, como diz a revista: “Bumlai nunca foi empreiteiro nem mantinha negócios com a Petrobras. Agiu sempre em favor e em nome do ex-presidente como uma espécie de laranja dele e do PT.

Perguntado pelos policiais federais sobre a motivação do empréstimo, o pecuarista disse: ‘Não iria custar nada a mim. Quis fazer um favor. Uma gentileza a quem estava no poder’. E quem estava no poder na ocasião? Lula, o presidente que forneceu a Bumlai um crachá para que ele pudesse ter acesso livre ao seu gabinete.”

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2) “Em recente entrevista, o presidente da Associação dos Criadores do Mato Grosso do Sul, Jonathan Pereira Barbosa, dileto amigo de Bumlai, contou que Lula costumava ligar para o pecuarista atrás de favores.

‘Eu estava com Bumlai, tocava o telefone e quem era? O ex-presidente. Pedindo que fizesse favor, isso e aquilo. Zé Carlos, muito gentil, concordava’. Ainda segundo Jonathan Pereira, Bumlai era constantemente chamado para ‘resolver uns problemas’ para Lula em São Paulo e em Brasília.”

3) “No círculo íntimo do presidente Lula, todos sabem que o empréstimo junto ao Banco Schahin não foi a única gentileza feita pelo pecuarista ao amigão poderoso. Alguns préstimos já são públicos.

Em depoimento à Lava Jato, o lobista Fernando Baiano disse que a pedido de Bumlai repassou R$ 2 milhões para uma nora de Lula quitar dívidas pessoais. Segundo apurou ISTOÉ, o fazendeiro ainda teria contribuído para aproximar o empresário Natalino Bertin, proprietário do Grupo Bertin, do clã Lula em meio às negociações para venda de uma fatia do frigorífico. A proximidade resultou em favores aos filhos de Lula. A pedido de Bumlai, Bertin disponibilizou um jatinho para os filhos do ex-presidente em São Paulo, entre 2010 e 2011.”

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4) A “tentativa do GRUPO SCHAHIN de cobrar de JOSE CARLOS COSTA MARQUES BUMLAI o reconhecimento de dívida no valor aproximado de R$ 60.000.000,00″, como diz o relatório obtido pelo Antagonista.

Bumlai só reconhece a dívida de R$ 12 milhões. Se o Grupo Schahin lhe cobrou o quíntuplo, pode ser porque o grupo tinha uma relação mais antiga com o PT e estava ciente de que Bumlai operava para “quem estava no poder”.

“O interrogatório do indiciado também revelou possível relação antiga da SCHAHIN com o PARTIDO DOS TRABALHADORES, não adstrita ao empréstimo de JOSE CARLOS COSTA MARQUES BUMLAI e ao contrato de operação da sonda Vitoria 10.000, mas que envolveria formação de caixa dois para financiamento irregular de campanhas da agremiação política”.

O ano de 2016, como se vê, promete para Lula e PT.

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A laranjeira lulista ainda vai dar muito caldo para a Lava Jato.

Bumali quadrilha

Anarriê!

Felipe Moura Brasil ⎯ https://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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