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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

‘Um tapinha não dói’, nem um impeachment

Brasil vive o maior escândalo de enrolação do mundo na política e na cultura

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 31 jul 2020, 00h17 - Publicado em 19 out 2015, 19h31

Dilma tapinha

Política

– Eduardo Cunha rebateu Dilma Rousseff: “Lamento que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo”. Ponto do Pinguim contra Coringa.

– Vai, Dilma, fala mal do Cunha de novo. Deixa o presidente da Câmara irritadinho a ponto de acolher o impeachment.

– Dilma sobre impeachment: “Não haverá ruptura institucional”. Claro que não haverá. Aplicação da lei do impeachment seria só prova de instituições atuantes.

– Rui Falcão aplaudiu “decisão histórica” de Teori ‘Da Conspiração’ Zavascki e Rosa Weber contra rito do impeachment. Entraram para história como esbirros do PT no STF.

– Lula, com ajuda de Falcão, ataca Joaquim Levy para, entre outras coisas, sair do foco como alvo da Lava Jato e manter a militância de esquerda apoiando o partido, mesmo que o governo a traia.

– Quanto mais o cerco se fecha contra Lula, mais ele acentua sua guinada à esquerda, o que, em último caso, pode levá-lo a derrubar Dilma, nem que seja por meio de Dias Toffoli, seu esbirro no TSE.

– A cada vez que o PT tenta soltar Marcelo Odebrecht no STJ (e o STF manda soltar um executivo como Alexandrino Alencar), Sérgio Moro se antecipa com nova denúncia contra chefinho de Lula. #SomosTodosMoro.

– Em certos pontos, depoimentos de Fernando Soares, o Baiano, e Paulo Roberto Costa não batem e advogados se assanham para invalidar o de Costa por completo. Aí é demais, hein.

– Paulo Roberto Costa dissera crer que o PT encomendou a morte de Celso Daniel. Será por isso (medo) que Costa teria omitido partes reveladas por Baiano?

– Moro pode acabar com vida mansa de Costa em casarão de Itaipava, onde só precisa ficar entre 20h e 6h, e nos fins de semana, de tornozeleira eletrônica. Lula deve temer que “Paulinho” se “lembre” de mais detalhes.

– Não é só corrupção. O Brasil vive hoje o maior escândalo de enrolação do mundo. Dilma enrola. Lula enrola. Cunha enrola. Costa enrola. E os brasileiros vão ficando cada vez mais enrolados.

‘Cultura’

– Multa de R$ 500 mil a Furacão 2000 por funk “Um tapinha não dói” incitar à violência é tapa, tiro, porrada e bomba na liberdade de expressão.

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– ONG feminista foi autora da ação contra funk “Um tapinha não dói”. O esquerdismo é tão autodestrutivo que uma dita minoria já censura outra.

– Entre não gostar de uma música e legitimar sua censura, vai uma distância enorme que só a estupidez autoritária encurta.

– Mauro Iasi, líder do PCB e professor da UFRJ(!), pregou “bom paredão” e “boa cova” aos conservadores. Se funk do “tapinha” dá multa de R$ 500 mil, quanto dá isso?

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– Que discursos como o de Mauro Iasi não despertem na imprensa nem um milésimo da indignação que um cartaz de “Intervenção militar” erguido por meia dúzia de pessoas em um ato de 1 milhão contra o governo do PT, é sintoma da hegemonia cultural esquerdista, que, apesar de rachada, ainda se mantém.

– Nos órgãos ligados ao governo, claro, a enrolação também é geral:

* Ministro da Cultura é o sociológo Juca Ferreira, filiado em 2012 ao PT, após 24 anos no PV.

* Presidente da Funarte é o militante psolista Francisco Bosco, que já descrevi aqui.

* Presidente da Ancine é Manoel Rangel, filiado ao PCdoB.

– Em julho, Francisco Bosco confessou abertamente: “eu, enquanto presidente da Funarte, sempre procurarei fazer uma política que privilegie uma perspectiva de esquerda, que é a de tentar produzir um equilíbrio maior no conjunto da sociedade. Então é natural que quem não tem posições de esquerda se levante contra essas ideias.” Natural é que qualquer pagador de impostos se levante contra o aparelhamento ideológico declarado de um órgão que usa seu dinheiro para influenciar pessoas.

* Relembro um artigo meu de maio de 2014 sobre a censura:
Sabe de nada, inocente: Wagner Moura e censura a Compadre Washington são duas faces da mesma moeda ideológica – a praga do politicamente correto

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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