Tanure acusa Timerman de extorsão em disputa que começou na Gafisa
Notícia-crime relata proposta envolvendo ações da construtora por preço muito acima do mercado
O investidor Nelson Tanure apresentou notícia-crime contra Vladimir Timerman por suposta extorsão em meio à disputa entre os dois no mercado financeiro. Segundo a acusação, documentada em processo judicial, Timerman teria proposto uma trégua nos embates em troca da compra de um lote de ações da Gafisa por valor muito superior à cotação dos papéis.
De acordo com a versão apresentada por Tanure, em fevereiro de 2023 Timerman teria oferecido aproximadamente 4,7 milhões de reais em ações da Gafisa pelo preço de 55 reais por ação. Naquele momento, os papéis eram negociados perto de 9,81 reais. Tanure também afirmou que a atuação do gestor em defesa de acionistas minoritários funcionaria como uma “máscara” para pressioná-lo. As alegações são contestadas por Timerman e não representam uma condenação por extorsão.
A notícia-crime também atribui a Timerman mensagens a terceiros exigindo 2 bilhões de reais e ameaçando divulgar informações que Tanure classificou como falsas e potencialmente prejudiciais a empresas relacionadas ao investidor. O episódio deu origem à investigação criminal por suposta extorsão. O caso integra uma disputa mais ampla entre os dois, marcada por acusações recíprocas e diferentes processos judiciais.
Em outro processo, Timerman foi condenado por perseguição contra Tanure. Em maio deste ano, o TJSP manteve a condenação e fixou a pena em um ano, um mês e 15 dias de reclusão, em regime aberto, além de multa. O gestor contesta a decisão e pode recorrer aos tribunais superiores. Timerman ganhou maior projeção recentemente por suas denúncias e acusações relacionadas ao caso Banco Master.







