Primeira fábrica de pele de tilápia terá investimento de R$ 52 milhões
Criado no Ceará, projeto utiliza parte do peixe para tratar queimaduras humanas
O Brasil deverá ganhar a primeira fábrica do mundo voltada ao processamento em larga escala de pele de tilápia para uso médico. A unidade será construída em Jaguaribara, no Ceará, com investimento inicial previsto de 52 milhões de reais.
A tecnologia nasceu de pesquisas da Universidade Federal do Ceará (UFC) e transforma a pele do peixe, normalmente descartada pela indústria, em um curativo biológico que pode ser usado em queimaduras de segundo e terceiro graus e em feridas de difícil cicatrização.
Atualmente, o laboratório da UFC consegue processar até 600 peles por mês. Com a nova fábrica, a capacidade deverá saltar para 4,3 mil unidades por dia no primeiro ano de operação e poderá alcançar 12 mil peles diariamente em uma segunda etapa.
A construção está prevista para começar em outubro de 2026. O cronograma estima de 15 a 18 meses para obras, instalação dos equipamentos e validação dos primeiros lotes. Se os prazos forem mantidos, a operação poderá começar em janeiro de 2028.
Antes de chegar ao mercado, porém, o produto ainda precisará cumprir as exigências regulatórias e sanitárias da Anvisa. A expectativa é que a produção industrial permita ampliar o acesso a uma tecnologia brasileira que hoje ainda é utilizada em escala limitada.







