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Calote no agro chega a R$ 48 bilhões e bancos retomam fazendas

Inadimplência rural cresceu 2.300% em cinco anos

Por Equipe Faria Lima News 14 set 2026, 09h51
Calote no agro chega a R$ 48 bilhões e bancos retomam fazendas Priorize VEJA no Google

A inadimplência do agronegócio brasileiro chegou a 48 bilhões de reais junho, ante cerca de 2 bilhões de reais cinco anos atrás. No período, a taxa de atrasos saltou de 0,54% para 5,63%. Do total atual, 29 bilhões de reais estão concentrados entre produtores rurais de alta renda.

A deterioração do crédito já está levando bancos a retomar propriedades dadas como garantia. Somente em 2026, o Banco do Brasil iniciou a retomada definitiva de mais de 130 imóveis rurais. A instituição afirma que prioriza renegociações e não tem interesse em executar garantias quando existe outra solução para o cliente.

Ao mesmo tempo, a alienação fiduciária ganhou espaço nos financiamentos. Entre grandes produtores atendidos pelo BB, apenas 3% dos contratos da safra 2024/25 utilizavam esse modelo de garantia. Na safra seguinte, a participação chegou a 63%. Nesse formato, em caso de inadimplência, o credor pode consolidar a propriedade do imóvel por procedimento extrajudicial, sem depender de uma ação judicial para executar a garantia.

O Santander adotou outra estratégia para administrar parte das terras. O banco estruturou propriedades em Fiagros e aparece como único cotista de um fundo que reúne 97 milhões de reais em imóveis rurais. Banco do Brasil, Bradesco e Santander não informaram quantos hectares possuem atualmente em decorrência dessas operações.

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A crise também atingiu a compra de equipamentos. As vendas de colheitadeiras acumulam queda de 85% desde 2022, enquanto as de tratores recuaram 42%. O governo criou mecanismos para renegociar dívidas do setor, enquanto o Banco do Brasil estima que até R$ 100 bilhões de sua carteira do agro podem se enquadrar nas novas linhas de renegociação.

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