Baly deixa Red Bull para trás e mira liderança dos energéticos
Brasileira faturou R$ 1,8 bilhão em 2025, alcançou 27% do mercado em volume e pretende produzir 1 bilhão de litros em 2026
A catarinense Baly ganhou escala no mercado brasileiro de energéticos e passou a disputar espaço diretamente com Monster e Red Bull. A companhia faturou 1,8 bilhão de reais em 2025 e projeta chegar a 2,5 bilhões de reais em 2026. Entre 2022 e 2025, a empresa cresceu 42%, enquanto o mercado brasileiro de energéticos avançou 21% no mesmo período.
No acumulado de 2025, a Monster manteve a liderança em volume, com 33% do mercado, seguida pela Baly, com 27%, e pela Red Bull, com 13%. A brasileira, portanto, alcançou mais que o dobro da participação da Red Bull. Em dezembro, a Baly chegou a 34,9%, contra 30,4% da Monster e 13,3% da Red Bull, assumindo a liderança naquele mês. A empresa também ficou na primeira posição em março, abril e julho.
A expansão aparece também nas fábricas. A Baly produziu 205 milhões de litros em 2024 e saltou para 550 milhões em 2025. Para 2026, a meta é chegar a 1 bilhão de litros. A garrafa PET de 2 litros teve papel central nessa trajetória. O formato representa cerca de 40% do mercado brasileiro de energéticos, e a Baly concentra 64% do faturamento dessa categoria.
O ritmo continua em 2026. Entre janeiro e abril, a Baly respondeu por 59% do crescimento em volume de todo o mercado brasileiro de energéticos, segundo dados da Scanntech divulgados pela companhia. A estratégia combina preços competitivos, distribuição nacional, embalagens maiores, variedade de sabores e expansão das versões sem açúcar. A Baly agora tenta transformar a escala conquistada sobre a Red Bull em uma disputa permanente pela liderança com a Monster.







