Bairro de Tóquio restringe Airbnb para conter turismo excessivo
Medida em Shinjuku pode atingir cerca de 2 mil imóveis após reclamações de moradores
O Japão enfrenta uma pressão crescente do turismo excessivo, mas a nova restrição não vale para todo o país. A medida foi adotada por Shinjuku, um dos distritos mais movimentados de Tóquio, que decidiu limitar hospedagens de curta duração em determinadas áreas residenciais.
A região é conhecida por concentrar alguns dos principais símbolos da vida noturna da capital japonesa, como Kabukicho, famoso distrito de entretenimento e vida noturna, além do icônico Godzilla que domina a paisagem do bairro. A medida pode atingir cerca de 2 mil dos 3,775 mil imóveis cadastrados em Shinjuku.
A decisão veio após mais de 1,3 mil reclamações de moradores em um ano, envolvendo barulho, descarte inadequado de lixo, pessoas fumando em locais proibidos e até invasões de propriedades. O número de hospedagens de curta duração no distrito quase triplicou desde 2022.
O movimento ocorre enquanto o Japão bate recordes de turismo. O país recebeu cerca de 42 milhões de visitantes estrangeiros, que gastaram aproximadamente 9,5 trilhões de yenes (62 bilhões de dólares), e ainda pretende alcançar 60 milhões de turistas até 2030.
O desafio agora é equilibrar esse crescimento com a rotina de quem mora nos principais destinos turísticos. A discussão já aparece também em cidades como Paris, Barcelona e Veneza, que adotaram diferentes restrições aos aluguéis de curta duração.





