Stellan Skarsgård, nepo daddy do cinema: ‘Dei o meu melhor a meus filhos’
Ator de 'Valor Sentimental' falou a VEJA sobre sua família e a corrida pelo Oscar
Vê paralelos da sua vida com a de Gustav, personagem que faz em Valor Sentimental? Não muito. Já ouvi dos meus filhos que eu viajo bastante. Mas digo que viajo menos do que um marinheiro. Eles vão ter de me perdoar, pois eu dei o meu melhor. Mas o Gustav abandonou a família após o divórcio. Ele não tem as ferramentas para se comunicar e lidar com as próprias emoções, então faz um filme, que é a linguagem que possui.
É mais fácil lidar com filhos que seguem a mesma profissão que a sua? Não tenho experiência com filhos que não são como eu. Brincadeira, claro: é bom ter algo em comum, mas duro vê-los em dificuldades. Alexander ficou muito famoso na Suécia na adolescência e quase desistiu da carreira. Meu mais novo (Kolbjörn, 13 anos) foi chamado de nepo baby na escola e isso o entristeceu muito.
A atriz Fernanda Torres refutou a expressão nepo baby falando que, na verdade, são famílias de circo. O que acha? Sim, é isso. Somos uma família de circo. Também valorizamos o que fazemos. A arte parece não ser importante, mas nós precisamos dela.
Apostas dizem que o senhor será indicado ao Oscar em 2026. Como se sente? Estou em campanha e é muito caro chegar ao Oscar. Prêmios ajudam a levar pessoas ao cinema. Qualquer valor gasto na divulgação desse ótimo filme, eu sou a favor.
Publicado em VEJA de 19 de dezembro de 2025, edição nº 2975







