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Os 10 melhores filmes lançados em 2022 – até agora

De dramas reais a histórias de super-heróis, confira as produções que se destacaram nos cinemas no primeiro semestre do ano

Por Marcelo Canquerino 29 jul 2022, 10h31

O primeiro semestre do ano foi marcado pela diversidade de filmes que chegaram às salas de cinema. Desde estreias aguardadas do circuito de premiações até blockbusters de super-heróis, muitas produções fizeram jus à espera. Confira a seguir dez filmes selecionados por VEJA que já se consagraram como os melhores lançamentos de 2022 — até agora:

Batman

Após sofrer críticas por ser escalado como novo homem-morcego, Robert Pattinson provou ser uma escolha perfeita para viver o herói nas telas. Elevando a potência sombria da história, o filme de Matt Reeves possui sequências memoráveis – e impactantes. Em uma Gothan cada vez mais afundada em criminalidade, Batman assume a posição de vingador, enquanto lida com um pesado fardo familiar — e terá de enfrentar Charada (Paul Dano), vilão que ameaça destruir o pedaço e expõe a corrupção reinante ali. 

Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo 

O burburinho que o filme causou quando foi lançado nos Estados Unidos é justificado. A produção apresenta uma das tramas mais criativas envolvendo o multiverso, tema quente nas recentes produções hollywoodianas. Em Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo, Evelyn Wang (Michelle Yeoh) é uma imigrante chinesa envolta em todo tipo de problema, desde a lavanderia que administra à beira da falência até o casamento em ruínas e a péssima relação com seu pai e sua filha. Sua triste vida muda quando, ao enfrentar uma auditora do Fisco, uma fenda no multiverso se abre e Evelyn viaja entre realidades paralelas. 

O Acontecimento

Anne (Anamaria Vartolomei) é uma promissora estudante de literatura. Mas a jovem de 23 anos entra em desespero ao descobrir uma gravidez indesejada que pode atrapalhar seu futuro. Sem apoio, ela decide realizar um aborto numa época em que o procedimento era proibido na França — e poderia render punições até para quem a ajudasse. De forma angustiante e gráfica, o filme acompanha a via-crúcis de Anne para interromper a gravidez. Atualíssima, a produção venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2021 ao traduzir a história real da escritora francesa Annie Ernaux. 

Top Gun: Maverick

Sucesso de bilheteria que acumula renda de 1,24 bilhão de dólares em escala global, o longa protagonizado por Tom Cruise dá continuidade ao clássico lançado em 1986, mas agora trocando o tom patriótico ufanista do original por uma visão mais crítica do sonho americano. Mantendo a pose de piloto rebelde, Pete “Maverick” Mitchell (Cruise) agora precisa provar que o fator humano ainda é essencial para os pilotos, mesmo num mundo onde as guerras tecnológicas dominam. 

A Pior Pessoa do Mundo

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Indicada a melhor filme internacional no Oscar deste ano, a produção norueguesa dirigida por Joachim Trier aborda com graça, e toques de realismo mágico, a complexidade dos relacionamentos amorosos – e da vida em si. Na trama, dividida entre prólogo, doze capítulos e epílogo, Julie (Renate Reinsve) é uma jovem que enfrenta problemas para escolher sua carreira. Durante uma noite qualquer, ela conhece Aksel (Anders Danielsen Lie), romancista quinze anos mais velho e por quem se apaixona perdidamente. Os dois logo engatam um relacionamento, mas Julie esbarra em incertezas sobre seu amor por Aksel quando conhece outro homem. 

O Homem do Norte

As expectativas em torno do terceiro filme de Robert Eggers, de A Bruxa e O Farol, foram plenamente cumpridas com este filmaço. Embarcando na ficção histórica sobre os vikings, o aclamado diretor conta a história do príncipe Amleth (Alexander Skarsgård), que na infância vê seu pai ser assassinado pelo tio e sua mãe, sequestrada pelo mesmo. O garoto foge e, duas décadas depois, após se tornar um guerreiro brutal, vai atrás do tio em busca de vingança. Entre batalhas sanguinárias e boas doses de misticismo, o longa é uma ótima adaptação da lenda nórdica que inspirou Hamlet, obra-prima de Shakespeare

Drive My Car

Yusuke (Hidetoshi Nishijima) é um ator e diretor de peças teatrais que perdeu a esposa repentinamente. Anos após a fatalidade, ele se muda de cidade e decide comandar um espetáculo baseado na obra Tio Vânia, do russo Anton Tchécov. Em função da política da empresa por trás do trabalho, Yusuke é proibido de dirigir de sua nova estadia até o teatro. Ele então recebe a indicação de uma motorista, Misaki (Tôko Miura), jovem de 20 anos com quem acaba desensolvendo uma relação muito especial. O filme japonês, indicado à categoria principal do Oscar neste ano, é uma bela adaptação do conto homônimo de Haruki Murakami. 

Medida Provisória

Adaptação potente de Naníbia, Não, peça escrita por Aldri Anunciação, o filme é ambientado em um futuro distópico no qual o Congresso Nacional brasileiro aprova uma medida que obriga cidadãos negros descendentes de escravos a voltar para a África. Dirigida por Lázaro Ramos, a produção acompanha de perto o casal Capitú (Taís Araújo) e Antonio (Alfred Enoch), diretamente afetados pela ação, além do jornalista André (Seu Jorge). A história é uma providencial cutucada no racismo latente do Brasil e expõe situações que parecem absurdas — mas que acontecem com frequência na vida real. 

Licorice Pizza

Provando ter aptidão para atuar além da música, Alana Haim, que forma a banda HAIM com suas duas irmãs, é o destaque do último filme de Paul Thomas Anderson. Em Licorice Pizza, ela dá vida a Alana Kane, mulher que vive as frustrações da vida adulta e que, entre altos e baixos, acaba se envolvendo com um adolescente de 15 anos chamado Gary Valentine (Coope Hoffman). A produção acompanha, com boas doses de comédia, a jornada do primeiro amor e o processo de autodescoberta dos dois jovens. 

Flee

Amin Nawabi é um menino afegão que precisou fugir de seu país quando ainda era criança. Após uma verdadeira odisseia, ele consegue chegar à Dinamarca, onde vive atualmente. Acadêmico de sucesso que está prestes a se casar com o namorado de longa data, Amin decide contar sua história — desde a fuga com a família do Afeganistão até os acontecimentos que o separaram do irmão, e o fato de ser gay — para um amigo próximo. O resultado é um tocante documentário animado indicado a duas estatuetas do Oscar.

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