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Por Raquel Carneiro
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Diretor de Avatar: ‘Queria que as pessoas chorassem ao ver árvore no chão’

James Cameron fala a VEJA sobre superprodução que voltou aos cinemas — e se revelou ainda mais atual em 2022

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 30 set 2022, 11h41 - Publicado em 30 set 2022, 06h00

Diante de um empresário ganancioso e de mercenários mal-encarados, uma cientista lista, inutilmente, razões para que eles desistam de derrubar uma árvore. Todos riem enquanto ela explica que há uma ligação neural subterrânea inigualável entre a enorme planta, do tamanho de um prédio de cinquenta andares, e toda a floresta — conexão que se expande até sua população nativa, os Na’vi. Nem o argumento de que a árvore é o lar desse povo, e onde vivem crianças, é capaz de convencê-los: afinal, os nativos, chamados por eles de “selvagens”, não merecem tratamento humano — nem são mais valiosos que os minérios a ser explorados ali. A árvore, então, vem abaixo.

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A cena dramática do filme Avatar, de 2009, que acaba de voltar aos cinemas em cópias restauradas em 4K, alcançou o resultado esperado por seu idealizador, o cineasta James Cameron. “Eu queria que as pessoas no cinema chorassem vendo uma árvore no chão. Um ecossistema envolve ligações afetivas e biológicas”, disse o americano em entrevista via Zoom a VEJA, da Nova Zelândia.

Cameron se instalou no país para as filmagens das quatro sequências da saga dos alienígenas azuis — criaturas que servem de alegoria para os povos indígenas, entre eles os do Brasil: na época do lançamento do primeiro filme, o cineasta até ganhou do cacique Raoni um nome em caiapó, Kapremp-ti (que significa homem forte). Os longas chegarão aos cinemas em intervalos bianuais: Avatar 2: o Caminho das Águas estreia em dezembro deste ano; e o último capítulo, Avatar 5, em 2028. O projeto ambicioso, de mais de 1 bilhão de dólares, fez com que Cameron e os protagonistas, Sam Worthington e Zoë Saldaña, voltassem ao planeta Pandora. O cenário da selva, agora, dará lugar ao oceano — paixão do diretor, que levou os atores a tirar certificado de mergulho para filmar debaixo d’água. Avatar, então, retorna aos cinemas com a missão clara de amenizar os treze anos de distância entre ele e o segundo longa — além de instigar fãs e uma nova geração antes da aguardada estreia.

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A atualidade do roteiro e a qualidade visual ainda deslumbrante se refletiram em verdinhas (de dinheiro, não de plantas): em três dias, Avatar fez 31,6 milhões de dólares em bilheteria. A pretensão é que o filme ultrapasse os 3 bilhões de dólares em ingressos vendidos — ele já é líder do ranking de bilheterias mundial, com 2,88 bilhões arrecadados. “Avatar, no fim das contas, é só um entretenimento”, diz Cameron. Eis um ativista modesto.

Publicado em VEJA de 5 de outubro de 2022, edição nº 2809

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