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Blog É tudo história É tudo história Por Coluna O que é fato e ficção em filmes e séries baseados em casos reais

A verdade por trás de ‘Spencer’, fábula sombria sobre a princesa Diana

Protagonizado Kristen Stewart, o filme do chileno Pablo Larraín se propõe a imaginar o estado mental de Lady Di antes de se separar do príncipe Charles

Por Marcelo Canquerino Atualizado em 3 fev 2022, 15h04 - Publicado em 2 fev 2022, 15h21

A passagem de Diana Spencer pela realeza britânica foi no mínimo conturbada — e não faltam filmes, séries e livros que  se propõem a narrar os horrores pelos quais ela passou quando era a princesa de Gales. Definido como “uma fábula tirada de uma tragédia real”, Spencer, novo filme do chileno Pablo Larraín, imagina como estaria Diana pouco antes de se separar do príncipe Charles. O longa se passa durante o Natal da família no palácio de Sandringham, em 1991. Apesar do tom de história de assombração, a produção, protagonizada por Kristen Stewart, baseia-se em alguns eventos reais. Confira abaixo o que é fato e o que é ficção:

Balança pré-jantar 

ETH Spencer
//Divulgação

Logo quando chega ao castelo de Sandringham, Diana dá de cara com uma balança e é forçada a se pesar. Por mais que a princesa de Gales conhecesse bem o protocolo, a tentativa de escapar da “brincadeira” não funciona. Apesar de parecer ficcional, a tradição da família real de se pesar antes e depois do feriado de Natal é verdadeira. A prática, que remonta ao começo dos anos 1900, foi instituída pelo rei Eduardo VII e serve para garantir que os convidados “comeram bem” e aproveitaram as festividades. Além do problema com a pesagem, Diana também fica desconfortável com outro protocolo verídico da realeza britânica: as inúmeras trocas de roupas. Cada ocasião, do jantar à missa, exigia dela uma vestimenta especifica, previamente selecionada — regra que ela quase nunca seguia.

Distúrbio alimentar 

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Cenas gráficas mostram Diana comendo e logo em seguida provocando vômito. Seu marido, Charles, chega a fazer um comentário sobre ela “desperdiçar” comida, pedindo para manter o lindo café da manhã na barriga. Momentos como este retratam a real bulimia da princesa de Gales. Segundo a biografia de 1992 Diana: Her True Story, de Andrew Morton, o distúrbio alimentar de Lady Di, que levou quase uma década para ser vencido, começou uma semana após seu noivado quando Charles fez um comentário sobre ela estar gorda.

A casa de infância perto do castelo

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//Divulgação

Durante o trajeto para Sandringham, Diana acaba se perdendo e só encontra o caminho certo após avistar uma propriedade que lhe era familiar: Park House. Assim como no filme, a região, que fica próxima ao castelo, realmente abrigou a casa de infância da princesa de Gales, que nasceu e morou lá até os 14 anos. O casarão foi originalmente projetado em 1863 para Eduardo VII e posteriormente alugado para os Spencer — família de Lady Di. No longa, ela visita o local abandonado para fugir da pressão da realeza e para reviver memórias felizes da juventude — mas fato é que Diana teve uma infância difícil, principalmente após sua mãe deixar a família quando ela tinha 8 anos. Depois que os Spencer saíram lá, a casa, na verdade, foi doada pela rainha, em 1983, para uma instituição de caridade que transformou o local em um hotel rural acessível à pessoas com deficiência.

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Charles deu colares de pérolas iguais para Diana e Camilla Parker-Bowles

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O caso extraconjugal de Charles com Camilla Parker-Bowles, sua atual esposa, é uma das razões que intensifica o sofrimento de Diana ao longo do filme. A princesa repara que seu presente de Natal, um colar de pérolas, também foi dado pelo marido à amante. Apesar de não existirem evidências de que este episódio específico tenha acontecido, Diana de fato passou por uma situação parecida na vida real, quando encontrou uma pulseira que Charles havia dado à Camila dias antes de seu casamento. Como mostra o filme, o caso do príncipe com a Duquesa da Cornuália foi um dos fatores que abalou o relacionamento de Diana.

Diana assombrada por Ana Bolena 

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Além do constante desconforto de Diana em estar com a família real, a princesa passa a ser assombrada pelo fantasma de Ana Bolena. O elemento, claramente fictício, foi usado pelo diretor para estabelecer um paralelo entre a história das duas. Bolena foi a segunda esposa de Henrique VIII, morta após acusações de traição feitas pelo monarca para que ele pudesse se casar com Jane Seymor — e assim como ela, Diana sentia estar prestes a perder a cabeça. Apesar de as duas não terem relação direta, curiosamente, a princesa é a 13ª bisneta de Maria Bolena, irmã de Ana.

A relação de Diana com os empregados do castelo

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Assim como mostra Spencer, Diana realmente preferia conversar com os funcionários do castelo do que com a família real. Maggie (Sally Hawkins), camareira com quem troca confidências íntimas, não existiu de fato, mas foi inspirada em uma personalidade real: Fay Appleby, funcionária que passou seis anos viajando com a princesa pelo mundo. Outro personagem com quem Diana troca interações é o chef real Darren McGrady (Sean Harrys) que existiu e estava em Sandringham durante o Natal de 1991. “Depois que a rainha e a realeza deixaram a sala de jantar, a princesa Diana gostava de entrar para conversar, andar pela cozinha e ver o que estava acontecendo”, disse em entrevista ao jornal Daily Express.

Diana impediu os filhos de participarem das caças de Natal 

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//Divulgação

O momento em que Diana finalmente coloca um ponto final em seu sofrimento e decide ir embora do castelo acontece quando ela se põe no meio da tradicional caçada matinal de Natal para resgatar os filhos. Apesar de não haver provas de que isso aconteceu, a princesa sempre foi contra os pequenos William e Harry praticarem o esporte. No longa, em conversa com Charles, ela deixa isso explícito — apesar do marido não concordar e mesmo assim fazer os filhos participarem da caçada. 

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