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Clarissa Oliveira Notas sobre política e economia. Análises, vídeos e informações exclusivas de bastidores

Um dado da pesquisa BTG/FSB que põe Lula e Bolsonaro no mesmo barco

Novo levantamento joga balde de água fria na terceira via ao mostrar que a polarização persiste em um cenário no qual o eleitor já sabe o que quer

Por Clarissa Oliveira 21 mar 2022, 10h08

Meses antes da largada do ano eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro estabeleceram, cada um à sua maneira, uma prioridade em comum: preservar o cenário da polarização na corrida presidencial. Os dados da primeira rodada da pesquisa BTG/FSB, divulgados nesta segunda-feira, são motivo de comemoração para ambos. Porque mostram que os dois campos seguem dominando a disputa, ao mesmo tempo em que o eleitor dá sinais de que já sabe o que quer.

+Leia também: Lula tem 43% contra 29% de Bolsonaro, diz nova pesquisa BTG/FSB

 No cenário estimulado, apenas 5% dos eleitores entrevistados não escolheram nenhum dos candidatos indicados. Desses, 4% indicaram que votariam em branco ou nulo. E apenas 1% não souberam ou não responderam. Ou seja, na amostra da pesquisa BTG/FSB, o eleitor já se mostra informado a respeito da corrida ao Palácio do Planalto. E formou uma opinião sobre o assunto.

 O número baixo de indecisos é um balde de água fria na chamada terceira via, porque deixa pouca margem para o surgimento de uma alternativa capaz de romper com o clima de “Fla x Flu”. Outro número da pesquisa BTG/FSB que aponta nessa mesma direção é que apenas 11% dos entrevistados declaram que não votariam nem em Lula, nem em Bolsonaro.

 É dentro desse contexto que Lula aparece com 43% das intenções de voto. Bolsonaro vem em seguida, com 29%. Assim, a chamada terceira via segue embolada. Ciro Gomes e Ciro lideram esse bolo, com 9% e 8%, respectivamente. João Doria, André Janones e Eduardo Leite seguem, todos com 2%. Simone Tebet tem 1% e Felipe D’Ávila não pontua.

 Aos olhos das campanhas de Lula e Bolsonaro, importa menos neste momento quem está na frente. A chave, nessa etapa, é garantir o adversário ideal. Lula tem um recall forte e, até agora, só jogou na sua zona de conforto. Sua exposição se restringe a falas feitas em ambiente controlado e entrevistas a veículos simpáticos à sua candidatura. O desafio do PT está em manter o desempenho de Lula na medida em que a campanha avançar.

+Veja também: Nova pesquisa é um pesadelo para a terceira via

O PT entende que é mais fácil preservar esse desempenho se o adversário for Bolsonaro. Daí a decisão de apresentar Lula como o expoente de uma “frente ampla anti-Bolsonaro”, com direito a um vice como o ex-governador Geraldo Alckmin.

 Do lado de Bolsonaro, ter Lula como antagonista é fundamental para alimentar o discurso anticorrupção e investir no temor da “volta ao passado”. Somado a isso, vem o plano de de recuperar progressivamente a avaliação de governo, com entregas, obras, Auxílio Brasil e assim por diante. Torcendo para que a Economia dê algum sinal de recuperação e não atrapalhe todo o processo.

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