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Por que a eleição pode estar nas mãos de André Janones?

Com apenas 2% no último levantamento Quaest, candidato do Avante tem o poder de atrapalhar a vida do ex-presidente Lula

Por Clarissa Oliveira 9 fev 2022, 13h11

A disputa presidencial deste ano promete ser uma briga de peixe grande. O presidente Jair Bolsonaro tem entre seus maiores adversários nas urnas um ex-presidente, dois ex-ministros e o governador do maior Estado do País. Mas, curiosamente, hoje a eleição pode estar nas mãos do deputado André Janones, do Avante. Que até pouquíssimo tempo era um ilustre desconhecido para o eleitor.

A questão é que todas as pesquisas de intenção de voto, inclusive o mais recente levantamento Quaest divulgado hoje, mostram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com chances de vencer a eleição no primeiro turno. Na pesquisa encomendada pela Genial Investimentos, ele aparece com 45%. Apenas três pontos acima da soma de todos os seus adversários. O presidente Jair Bolsonaro, em segundo lugar, aparece com 23%.

Mas Janones é uma figura desconhecida. Tem uma campanha inteira pela frente para ganhar alguns votos a mais. Se isso acontecer, ele pulará dos atuais 2% para, quem sabe, um numero superior à vantagem de Lula sobre os seus rivais. Isso sem contar a margem de erro do levantamento, que é de dois pontos para mais ou para menos.

Ainda tem muito tempo para a eleição e tudo é possível. Cabo Daciolo que o diga. Candidato na eleição presidencial de 2018, ele terminou a disputa com 1,26% dos votos apurados, na frente de nomes mais do que consolidados na política brasileira, como Marina Silva e Henrique Meirelles. Ele inclusive teria o poder de embaralhar ainda mais a disputa deste ano. Mas Daciolo anunciou nesta semana que ficará fora da corrida presidencial e apoiará Ciro Gomes. Disse que ama Ciro. E Janones já empata com João Doria (PSDB) na pesquisa Quaest. À frente de Simone Tebet (MDB).

Mas Lula não se ilude com as chances de uma vitória na primeira rodada de votação. Nas conversas que mantém com sua equipe de campanha, o ex-presidente sempre repete que a eleição não está ganha. Diz que o PT precisa fazer de tudo para aumentar sua base de alianças e dialogar com o eleitor de centro. Daí as conversas com Geraldo Alckmin para uma chapa conjunta. E a busca por uma composição nacional com o PSB, um dos aliados mais tradicionais do PT .

Se tudo isso der certo, talvez, quem sabe, até exista uma chance de liquidar a disputa no primeiro turno. Mas não é uma tarefa fácil e Lula sabe muito bem disso.

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