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Os perigos e as boas notícias que a campanha de Lula viu na nova Datafolha

Time do ex-presidente passou a noite de quinta-feira reunido para avaliar novos dados de intenção de voto

Por Clarissa Oliveira Atualizado em 29 jul 2022, 15h51 - Publicado em 29 jul 2022, 13h24

A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou reunida até tarde da noite na quinta-feira para avaliar os números da última pesquisa Datafolha. O levantamento indicou um efeito do pacote de bondades de Jair Bolsonaro junto ao eleitor mais pobre, que o PT monitora com atenção. Ainda assim, o time de Lula avaliou o impacto como pequeno, dada a enxurrada de medidas anunciadas pelo presidente.

+Leia também: Nova pesquisa Datafolha alimenta o maior temor de Bolsonaro

Bolsonaro, segundo o Datafolha, cresceu de 20% para 23% entre os eleitores que ganham até dois salários mínimos. Avançou também entre as mulheres, grupo que agora lhe dá 27%, ante 21% no levantamento anterior. Os dados, segundo a visão do PT, não são motivo de alarde. Mas merecem atenção, uma vez que essa tendência tem potencial de se acentuar nos próximos meses.

De qualquer forma, essa movimentação não impactou na vantagem geral de Lula. O ex-presidente manteve os 47% do levantamento anterior, enquanto Bolsonaro oscilou um ponto para cima para 29%.

O PT rechaça a tese de que o avanço de Bolsonaro entre as mulheres tem a ver com a entrada mais intensa da primeira-dama Michelle Bolsonaro na campanha. Trata-se, de acordo com interlocutores de Lula, exclusivamente de um reflexo do anúncio do aumento do Auxílio Brasil para R$ 600, mesmo motivo apontado para a alta geral entre os mais pobres. Um membro da campanha petista argumentou em conversa com a coluna que as mulheres são, muitas vezes, arrimo de família. E, por isso, ficam suscetíveis a essas medidas num primeiro momento.

Mas a campanha de Lula ainda entende que o aumento foi menor do que deveria ter sido, prova de que a forte rejeição a Bolsonaro nesses segmentos tem peso. A avaliação é que o início dos pagamentos do novo Auxílio em agosto podem puxar um pouco mais as intenções de voto do presidente nesses setores. Mas o time de Lula ainda mantém a avaliação de que o pacote não será suficiente para dar a reeleição a Bolsonaro, como imaginam seus aliados.

Lula deve seguir nas próximas semanas apontando para o caráter eleitoreiro e temporário do benefício de Bolsonaro. Também insistirá na promessa de uma retomada na economia, pavimentada por investimentos e programas sociais permanentes, caso seja eleito. E dará continuidade ao discurso pacificador, para se contrapor às falas de Bolsonaro.

+Leia também: Novo Datafolha mostra um gol de Lula em Bolsonaro que pode decidir o jogo

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