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Clarissa Oliveira Notas sobre política e economia. Análises, vídeos e informações exclusivas de bastidores

Marina Silva: ‘Diante de tragédia inominável, Bolsonaro culpou as vítimas’

Ao Amarelas On Air, ex-ministra diz que presidente se omitiu diante do desaparecimento de indigenista e jornalista e acusa escalada da violência na Amazônia

Por Clarissa Oliveira Atualizado em 14 jun 2022, 20h24 - Publicado em 14 jun 2022, 20h00

Com duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirma que o governo se omitiu diante do desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista Dom Phillips, ambos desaparecidos há vários dias na Amazônia. Bolsonaro, na visão da ex-ministra do governo Lula, só agiu movido pela repercussão internacional provocada pelo caso.

Convidada desta semana do Amarelas On Air, programa de entrevistas de VEJA, Marina aponta para um agravamento sem precedentes da violência na região amazônica e enxerga no atual governo um movimento para flexibilizar a legislação vigente de forma a abrir espaço para o avanço de crimes cometidos contra povos indígenas e outros grupos vulneráveis.

“Diante dessa tragédia inominável, o que o governo teve a atitude de fazer foi, em primeiro lugar, tentar culpar as vítimas. Como se dissesse: vocês foram para uma aventura, num lugar perigoso, isso é problema de quem foi. Como se os cidadãos de bem, que estão fazendo seu trabalho, tanto o indigenista quanto o jornalista, estivessem atrapalhando aqueles que estão ali roubando o Estado, cometendo crimes, em prejuízo da vida dessas populações”, disse Marina.

A ex-ministra acusa o governo de “empoderar os criminosos e não aqueles que precisam ser protegidos”, com um comportamento que “do ponto de vista humano e ético é inaceitável”. “É lamentável. Uma lástima que, num momento como esse, a gente tenha uma atitude dessa natureza por parte do governo, que só foi agir tardiamente, diante da repercussão internacional desse caso.”

Marina afirma que o caso de Bruno Pereira e Dom Phillips ocorre em um quadro de maior gravidade do que aqueles ocorridos no passado, como o assassinato de Chico Mendes e Dorothy Stang. O momento atual, segundo ela, é de uma complexidade muito maior, com uma ação conjunta do garimpo ilegal, do tráfico de armas e de drogas, pavimentada por grupos que possuem um grau muito mais elevado de organização dentro e fora do Brasil.

Ainda sem bater o martelo sobre qual será seu destino nas eleições deste ano, Marina Silva acena positivamente ao PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas evita se comprometer com um apoio sem antes acertar uma agenda consistente na área ambiental para um eventual novo governo.

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Poucos dias após ter oficializado o apoio a Fernando Haddad na disputa pelo governo de São Paulo, ela também evita indicar se aceitaria ser vice na chapa paulista, como gostaria o petista. E sinaliza que mantém em seus planos a ideia de disputar uma vaga de deputada federal no Estado, como parte de um projeto para fortalecer a agenda ambiental no Congresso Nacional. Marina confirmou, durante a entrevista, que não tardará para tomar uma decisão final, que pode sair já nos próximos dias.

Com apresentação desta colunista, o Amarelas On Air inspirou-se nas tradicionais Páginas Amarelas, que estampam a edição impressa de VEJA. A cada semana, o programa recebe um novo convidado, sempre um nome relevante da cena política e econômica. A entrevista é feita por uma bancada composta de jornalistas de VEJA e convidados. A entrevista com Marina Silva teve também a participação de Iuri Pitta, analista de Política da CNN Brasil, e Ricardo Galhardo, analista da agência Brasília Alta Frequência e repórter colaborador do The Intercept Brasil.

O Amarelas On Air é parte da estratégia digital de VEJA, que contempla a expansão da área de vídeo e de projetos multimídia. O programa estreou em setembro do ano passado e, desde então, recebeu grandes nomes da cena política e econômica do país. A entrevista é transmitida simultaneamente no YouTube, Facebook e Twitter. Também ganhará versões para Instagram e LinkedIn.

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Leia mais sobre o Amarelas On Air e sobre bastidores da política nacional em https://veja.abril.com.br/blog/clarissa-oliveira/

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