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Clarissa Oliveira Notas sobre política e economia. Análises, vídeos e informações exclusivas de bastidores

Está acontecendo na terceira via o que todo mundo já esperava

Partidos dizem querer aliança, mas ninguém abre mão de ser o número 1

Por Clarissa Oliveira Atualizado em 28 abr 2022, 13h21 - Publicado em 28 abr 2022, 09h00

MDB, PSDB e União Brasil, todos partidos que prometiam ter humildade para viabilizar uma terceira via na corrida presidencial, estão caminhando para o exato destino que muita gente vislumbrava lá atrás. Todo mundo diz que quer uma aliança. Mas ninguém abre mão de ser o número 1 da coisa toda. Ninguém quer ser vice, ninguém quer entrar só com recursos e tempo de TV, ninguém quer ser coadjuvante.

+Leia também: União Brasil abandona ‘jogo de cartas marcadas’ do MDB e PSDB

João Doria, o mais conhecido dos presidenciáveis do grupo, brigou com todas as forças dentro do próprio partido para conter as resistências internas. Como era de se esperar, uma vez confirmado por seus pares, o tucano procurou assumir um papel condizente com o de ex-governador do maior estado do país nas negociações. Tentou ser o anfitrião de um grande jantar que colocaria todos os líderes e pré-candidatos dos três partidos na mesma sala. Uma jogada vista por seus pares como uma clara tentativa de assumir protagonismo no processo. Acabou sem confirmação de presença dos dois outros presidenciáveis do grupo, Simone Tebet (MDB) e Luciano Bivar (União Brasil). O jantar acabou cancelado.

Tebet, por sua vez, entrou nas conversas citada pelos demais partidos como a vice ideal. Experiente, dona de uma carreira política sólida, filiada a um partido com recursos e estrutura. E, também, mulher. Um trunfo relevante, já que existem regras que dedicam parte do fundo eleitoral a candidaturas femininas. Mas a emedebista anunciou em alto e bom som, na entrevista que concedeu ao Amarelas On Air, que não será vice de ninguém. Não aceita se prestar ao papel da mulher que está ali apenas para vestir saia e usar batom na foto.

Luciano Bivar, presidente do União Brasil, tem sem dúvida um capital importante a colocar na mesa. Estrutura, recursos e tempo de TV. O partido tem Sergio Moro nas suas fileiras, um candidato que até agora apresentava mais potencial de votação que seus pares. Mas que terminou espirrado a contragosto para fora da corrida ao Planalto. Só que, como informou ontem a coluna Radar, o União Brasil saiu da reunião de líderes das três legendas, na terça-feira, dizendo que está fora do acordo. O partido, segundo o relato, não aceitou critérios que dariam a Simone Tebet a preferência pela vaga.

Sem a disposição dos candidatos em ceder espaço para quem tiver melhores condições de disputar com o ex-presidente Lula ou com o presidente Jair Bolsonaro, o que se vê não é um afunilamento da terceira via. Mas sim um encolhimento do grupo como um todo.

+Amarelas On Air: Simone Tebet rejeita vice e diz que não será ‘a mulher na foto de batom e saia’

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