A família Bolsonaro e a ideia de que a política dá lucro
Ao vender desde calendário até tábua de churrasco, filho de Jair Bolsonaro expõe a cultura familiar de usar a política para ganhar renda extra
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) decidiu se juntar aos membros da família que lucram nas redes sociais, graças à exposição obtida na política. Com a Praça dos Três Poderes como cenário, o parlamentar gravou neste fim de semana um vídeo anunciando a criação da “Bolsonaro Store”. Calendários, canecas, enfeites e até tábua de churrasco em homenagem ao ex-presidente foram colocados à venda a preços que variam de R$ 49,90 a R$ 109,90.
É mais um exemplo de como a família Bolsonaro enxerga na política uma oportunidade de ganhar um extra. Heloísa Bolsonaro, casada com Eduardo, há tempos trabalha como influenciadora digital. Ela promove os mais diversos produtos, desde roupas até artigos infantis. Na época das eleições do ano passado, diante do clima de derrota, ela até falou sobre a dificuldade “voltar para a internet”. “É meu trabalho”, emendou.
Nada muito diferente do que tem feito a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desde que seu marido perdeu a eleição. Michelle passou a vender na internet cosméticos patrocinados por seu maquiador Agustin Fernandez. Recentemente, ele fez uma postagem enigmática com um frasco em frente a um papel com assinatura da primeira-dama, sugerindo que vem por aí uma linha de produtos com seu nome.
Por enquanto, há na loja virtual do maquiador apenas o “Batom Michelle”. Mas é apenas um dos itens de uma linha em que cada cor é identificada por um nome feminino. De qualquer forma, quem quiser comprar é bom se apressar. Até porque, assim como muita coisa no bolsonarismo, o batom que leva o nome da ex-primeira-dama já entrou em liquidação. Sai de R$ 45 por R$ 23,85.





