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Cidades sem Fronteiras Por Mariana Barros A cada mês, cinco milhões de pessoas trocam o campo pelo asfalto. Ao final do século seremos a única espécie totalmente urbana do planeta. Conheça aqui os desafios dessa histórica transformação.

4 razões para a queda do preço dos imóveis

Entenda por que os valores podem cair até 3% neste ano

Por Mariana Barros Atualizado em 31 jul 2020, 00h18 - Publicado em 15 out 2015, 19h21

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Analistas preveem que os preços de imóveis cairão até 3% neste ano, e a tendência pode se manter nos próximos meses. Como explica o economista Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice Fipe-Zap: “Quando acontece um boom imobiliário, a alta é rápida e forte, e os preços sobem de 10% a 15% acima da inflação por alguns anos. Quando vem a queda, ela é mais demorada e não tão brusca”. Segundo ele, embora declinante, a tendência não é de um ajuste abrupto nem muito longo.

 

Mas por que os preços estão caindo?


1. Juros altos

Quanto maior a taxa de juros, mais vantajoso se torna ter o dinheiro rendendo no banco do que mantê-lo aplicado em um imóvel. Para dar um exemplo, o rendimento da poupança está em 7% ao ano. Ou seja, quem aplicar 500 mil reais poderá resgatar 540 mil reais no ano que vem. Numa aplicação do tesouro, que rende 14% ao ano, daria para obter 560 mil reais depois de um ano. E nos dois casos não há risco de vacância nem de estourar o encamento, como ocorre nos imóveis.

Se de um lado os juros altos estimulam a oferta, de outro lado inibem a demanda. Quem pensa em comprar adia a decisão para deixar o dinheiro rendendo por mais tempo e, assim, conseguir dar um valor de entrada maior. É importante lembrar apenas que essa análise considera apenas o aspecto financeiro, sem levar em conta projetos de vida e a permanência de longo prazo nos imóveis, que costuma ser mais duradoura do que as crises econômicas.

 

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2. Juros do financiamento imobiliário

A pressão para baixo nos preços é exercida também por quem vai contratar financiamento imobiliário e encontra taxas mais altas do que meses atrás. Para ilustrar, consideremos alguém com salário de 5 000 reais. Essa pessoa poderá arcar com parcelas de até 1. 500 reais por cerca de 20 anos e assim quitar um imóvel entre 300 mil reais e 400 mil reais. O valor da parcela mensal não poderá subir, pois está atrelado ao salário. Tampouco o prazo poderá ser muito maior. “Se sobem as taxas de juros, só há uma variável a mudar: o valor do imóvel”, afirma Augusto Martins, da Rio Bravo Investimentos.

Ele acrescenta que, considerando a média de 20 anos de prazo e de 20% como valor de entrada, cada 1% que a taxa de financiamento subir significa que o preço do imóvel a ser adquirido será 4% a 5% menor do que o previsto inicialmente. Como os juros aumentaram 2% a 3% nos últimos meses, dependendo da faixa e do tipo de imóvel, dá para dizer que há gente disposta a pagar 10% a menos do valor inicial do imóvel por esse único motivo.


3. Desemprego

Nos últimos doze meses, mais de um milhão de pessoas perderam seus postos de trabalho. Junto com o emprego, muitos perderam a capacidade de adquirir um imóvel. Renda e preço de imóvel sempre seguem a mesma tendência, atualmente de queda. Quanto menor a renda, menor a demanda, o que puxa os preços para baixo. O contrário também é verdadeiro, como vinha acontecendo até pouco tempo atrás. “Dos anos 1990 até hoje, a massa salarial subiu quase o mesmo tanto que os imóveis”, afirma Zylberstajn.


4. Inflação

Essa é a mais óbvia, a inflação vai gradualmente comendo o valor dos ativos, e com imóveis não é diferente. Para este ano, a previsão do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para este ano é de 9,7%, mais fator a jogar o preço dos imóveis para baixo.

 

Por Mariana Barros

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