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Por André Sollitto e Ricardo Amorim
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Como cogumelos alucinógenos podem aliviar casos severos de depressão

A psilocibina, substância psicoativa presente nos cogumelos, beneficiou um terço dos pacientes em um teste clínico realizado com 233 voluntários

Por André Sollitto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 3 nov 2022, 19h05 - Publicado em 3 nov 2022, 17h39

À medida que novas pesquisas são realizadas, os benefícios de outras substâncias psicodélicas começam a ser compreendidos pelos cientistas. Um novo estudo aponta que a psilocibina, presente nos chamados cogumelos mágicos ou alucinógenos, podem aliviar casos de depressão severa quando utilizados em combinação com psicoterapia.

Foram recrutados 233 pacientes com casos de depressão severa resistente a antidepressivos tradicionais. Eles receberam randomicamente uma cápsula de 1 mg, 10 mg ou 25 mg de psilocibina sintética, usaram uma espécie de venda, para reduzir a distração, e ouviram música calmante durante seis horas, enquanto a substância fazia efeito. Durante todo o processo, terapeutas acompanharam a aplicação dos medicamentos. Os pacientes voltaram para duas sessões de terapia, a primeira no dia seguinte, e a segunda uma semana depois.

Os índices de depressão, medidos pela escala de Montgomery-Åsberg, melhoraram imediatamente entre todos os pacientes, com os efeitos mais eficazes e duradouros vistos naqueles que receberam a maior dose.

“As taxas de resposta nesse grupo com depressão resistente ao tratamento são geralmente entre 10% e 20%”, disse Guy Goodwin, diretor médico da Compass Pathways, em entrevista ao The Guardian. “Estamos vendo taxas de remissão em três semanas de cerca de 30%… que é um resultado muito satisfatório.”

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A pesquisa foi liderada pela Compass Pathways, uma instituição de saúde mental que busca tratamentos inovadores, e realizada em parceria com 22 clínicas e instituições de pesquisa. Os resultados foram publicados no periódico científico New England Journal of Medicine.

Agora, os pesquisadores planejam dar início à terceira fase dos testes clínicos, com ainda mais pacientes e a avaliação dos resultados da aplicação de duas doses de psilocibina. Os testes devem começar ainda neste ano.

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