Assine VEJA por R$2,00/semana
Imagem Blog

Caçador de Mitos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Por Leandro Narloch
Uma visão politicamente incorreta da história, ciência e economia
Continua após publicidade

O discurso de Dilma e o mito dos poderes mágicos do salário mínimo

Por Leandro Narloch
Atualizado em 31 jul 2020, 01h30 - Publicado em 1 Maio 2015, 12h58

Uma frase do discurso de Dilma neste 1º de maio é particularmente equivocada:

“Em março deste ano, eu encaminhei ao Congresso nacional uma medida provisória que garante a política de valorização do salário mínimo até 2019. Por lei, vamos assegurar o poder de compra do trabalhador.”

Estabelecer o poder de compra por meio de leis? Foi mal, presidenta, mas isso é impossível. Leis para assegurar o poder de compra do trabalhador são tão eficazes quanto leis para diminuir a aceleração da gravidade.

O mais básico dos livros didáticos de economia diz que, se o salário mínimo imposto por lei subir muito mais que a produtividade do trabalhador, o resultado será desemprego principalmente dos mais jovens, menos qualificados e produtivos. É só fazer a conta: se um empregado que custa R$ 1200 produzir menos que isso, um patrão que não quer perder dinheiro irá demiti-lo.

Isso já está começando a acontecer no Brasil – e não só economistas contrários ao governo detectaram o problema. Ricardo Paes de Barros, que até o ano passado era o gerentão dos programas sociais do governo federal, diz em quase toda entrevista que está preocupado com o aumento do salário mínimo acima da produtividade. “A melhor política social hoje é conquistar ganhos de produtividade”, disse ele para a Exame. “Não dá para aumentar o salário mínimo indefinidamente.”

Continua após a publicidade

Claro que, para quem recebe benefícios que variam conforme o salário mínimo, o aumento sempre é uma boa notícia. Mas isso acontece em prejuízo dos trabalhadores menos produtivos, que ficam sem emprego ou ainda mais distantes do mercado formal.

Se Dilma quisesse defender o que realmente garante o poder de compra dos trabalhadores, dedicaria o discurso do 1º de Maio ao aumento de produtividade e ao crescimento econômico. Mas nesses dois quesitos o governo não tem boas notícias para anunciar.

@lnarloch

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.