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DEM caminha em 2018 para sua pior derrota ao governo baiano

Candidato do partido ao Palácio de Ondina, José Ronaldo, tem 7% das intenções de voto, segundo o Ibope, contra 60% do governador Rui Costa (PT)

Por Rodrigo Daniel Silva Atualizado em 26 set 2018, 08h36 - Publicado em 25 set 2018, 18h07

Se os números divulgados pela pesquisa Ibope na semana passada se confirmarem no primeiro turno da eleição ao governo da Bahia, o DEM terá seu pior resultado eleitoral no estado desde 1986, quando disputou sua primeira eleição. A sigla foi criada por dissidentes do PDS em 1985 com nome de PFL e, em 2007, foi rebatizada como Democratas. Segundo o instituto de pesquisas, se a eleição fosse hoje, o candidato do DEM ao Palácio de Ondina, José Ronaldo, teria 7% dos votos, contra 60% do atual governador e postulante à reeleição, Rui Costa (PT).

Até então, o mais baixo desempenho da legenda tinha sido em 2010, quando Jaques Wagner (PT) foi reeleito ao governo baiano. Naquele pleito, o petista teve 63% dos votos contra 16% do demista Paulo Souto, na terceira derrota do DEM baiano na história. A primeira ocorreu em 1986, ainda com o nome de PFL, quando Josaphat Marinho, com apoio do ex-senador Antonio Carlos Magalhães, perdeu para Waldir Pires por 66,9% contra 30,5%.

De 1990 até 2002, os pefelistas venceram as eleições estaduais na Bahia. Em 1998, concorrendo contra o PT, que tinha como candidato Zezéu Ribeiro, o partido lançou César Borges ao Palácio Ondina e teve o melhor resultado: venceu com 69,9% dos votos.

Em 2006, Jaques Wagner acabou com a era carlista no estado ao derrotar Paulo Souto, ainda na fase inicial da eleição, com 52,8% contra 43% dos votos. Dali em diante, o estado se tornou um reduto petista, com a possibilidade de o PT emplacar a quarta vitória consecutiva.

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Neste ano, contudo, a briga pelo governo baiano prometia ser mais acirrada, já que o DEM vinha em recuperação. Em 2014, o partido conseguiu 37,39% dos votos, o melhor resultado desde 2006.

Além disso, havia a expectativa de que o adversário de Costa fosse o presidente nacional do DEM, ACM Neto, reeleito prefeito de Salvador em 2016 com 74% dos votos. Ele, no entanto, desistiu de entrar na disputa e indicou o correligionário José Ronaldo, ex-prefeito de Feira de Santana.

Para o cientista político e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Paulo Fábio Dantas Neto, a “bem avaliada gestão” e a manutenção da aliança partidária fazem de Rui Costa favorito para ser reconduzido. O petista conseguiu manter o apoio do Centrão, que no âmbito nacional está ao lado de Geraldo Alckmin (PSDB). “Além disso, o adversário que estava programado era ACM Neto. No momento em que ele desistiu, causou uma perda de competitividade do grupo político que ele liderava”, analisa Dantas.

Contestação

O Democratas contesta a pesquisa Ibope que aponta José Ronaldo com 7% das intenções de votos. O partido informou até que acionaria a Justiça contra o instituto, com argumento de que levantamentos internos mostram que o democrata tem números mais expressivos nas intenções de voto.

A empresa não se manifestou, mas, nesta quarta-feira, 26, vai divulgar uma nova consulta contratada pela TV Bahia, afiliada local da Rede Globo. Na nova pesquisa, o Ibope ouvirá 1.512 eleitores, 504 a mais do que no levantamento anterior.

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