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Augusto Nunes

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Valentina de Botas: O país vai dormir melhor

VALENTINA DE BOTAS “Coisa de imbecil. Uma burrada”, faltou o jeca alérgico à verdade dizer a verdade: é coisa de canalha. Jequice também é coisa de imbecil, mas não é crime. Jequice com roubalheira, coisa de caudilho lolopetista, é. Como mãe, cidadã indignada e entristecida, a exemplo de todo não lulopetista, pela asquerosa paisagem moral […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 00h00 - Publicado em 27 nov 2015, 23h08

VALENTINA DE BOTAS

“Coisa de imbecil. Uma burrada”, faltou o jeca alérgico à verdade dizer a verdade: é coisa de canalha. Jequice também é coisa de imbecil, mas não é crime. Jequice com roubalheira, coisa de caudilho lolopetista, é. Como mãe, cidadã indignada e entristecida, a exemplo de todo não lulopetista, pela asquerosa paisagem moral que o lulopetismo desenha há 13 anos nas nossas janelas, disse à minha filha que o país está mais simples.

Essa paisagem parecia ter na mentira o suporte mais musculoso, mas os brasileiros temos sido expostos à tamanha sistematização da mentira cuja amplitude degenerou em torpeza ainda mais insidiosa e mais articulada do que o encadeamento doentio e contumaz de mentiras sobrepostas. Houve um tempo em que, para driblar a verdade, o PT apenas mentia. Sem papas na língua, mentia com a objetividade solene de qualquer antagonista da decência na vida pública.

José Dirceu, por exemplo, era de uma falsidade concisa: “o PT não róba nem deixa robá”. Contudo, hoje, Lula nem diz mais que petista não é ladrão, mas que não admitirá que ladrões o digam; Dilma não conseguiu dizer que o governo dela não estava metido em roubalheira, apenas que não estava sendo investigado; a nota do Rui Falcão sobre a conversa de covil gravada por Bernardo Cerveró não fala que o PT a repudia, mas que não envolve o partido, aquele que franqueou aos envolvidos tetas, boquinhas e regaços de um Estado inútil à nação.

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A mentira – pão da alma dos lulopetistas –, como mera negação da verdade, sofisticou-se na deformação discursiva da realidade: assim, coisa de escroque vira coisa de imbecil. A extensão disso está na vigarice de sagrar uma gestora onde só há uma dilma, na higienização de arrendadas reputações irrecuperáveis, na retórica a favor dos pobres quando são eles os mais vulneráveis à cópula entre o idiotismo e a roubalheira.

Às constatações do sempre ótimo Um Minuto com Augusto Nunes, acrescento que Delcídio desapontou Lula também porque, ao ser flagrado, mostra que estava nessa narrativa abjeta porque dada pelo PT. Ou não é o partido o corretor da venda de Pasadena à Petrobras? Zonzo, escolhe quais delinquentes remirá e quais sacrificará como se ele próprio fosse mais do que uma voz mentirosa do além. Quanto mais a realidade se lhe é imposta, mais rejeita que o país refaz a cosedura do tecido da realidade esburacada pelo regime.

Num Brasil perplexo com narrativas que normalizam o avesso de tudo, coisas simples como ladrões poderosos irem para a cadeia abalam o regime – que, de aspirante à perenidade, quer apenas fugir do camburão – e melhoram qualquer país, simplificam-no quando os pais podem dizer aos filhos que poderosos ladrões também vão para a cadeia. Nada, nada, estancaram-se a sabotagem à República e o escárnio a quem cumpre a lei. A súcia já foi forte em dentes, músculos e narrativas, hoje nem tanto; e o Brasil vai dormir melhor, mais simples.

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