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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Thomaz Farkas, um mágico militante

Aos 86 anos, Thomaz Farkas acaba de inaugurar a exposição Thomaz Farkas, uma antologia pessoal. São cerca de 100 imagens (parte delas inéditas) que apresentam uma retrospectiva da obra do fotógrafo húngaro que desembarcou no Brasil em 1930 vindo de Budapeste. Nascido em 1924, ele  ganhou a primeira câmera aos 8 anos, presente do pai, […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 12h57 - Publicado em 2 fev 2011, 19h05

Aos 86 anos, Thomaz Farkas acaba de inaugurar a exposição Thomaz Farkas, uma antologia pessoal. São cerca de 100 imagens (parte delas inéditas) que apresentam uma retrospectiva da obra do fotógrafo húngaro que desembarcou no Brasil em 1930 vindo de Budapeste. Nascido em 1924, ele  ganhou a primeira câmera aos 8 anos, presente do pai, Desidério Farkas, dono da loja de equipamentos fotográficos Fotoptica. A partir daí, Thomaz Farkas, fundador da primeira galeria especializada em fotografia do Brasil e da revista Fotoptica, transformaria o registro da história em imagens na sua razão de viver.

“Fotografia: para mim, é o melhor jeito de aproveitar a vida. Vejam só: é ver, descobrir paisagens, pessoas, caras, grupos, ruas, fachadas, praças – todos trabalhando, brincando, folgando, comendo, dançando. Tudo isso é nossa vida: experiências vividas, olhando – e vendo – sempre, e daí fotografando sem fim com qualquer máquina, técnica ou filme, ou sem. Mas, olhando no visor ou no reflex, tudo é uma visão que não tem fim. Todo dia é diferente: todo olhar é outro e a gente percebe finalmente que o mundo é imenso! É bom ser fotógrafo! Ou como diz o colega português, Fernando Lemos, um mágico militante!”

(Thomaz Farkas, em depoimento a Diógenes Moura, curador da Pinacoteca do Estado de São Paulo)

Bailarina na praia, Rio de Janeiro, 1946

Águas, série Recortes, Rio de Janeiro, década de 1940

Meninos assistindo a jogo de fora do estádio do Pacaembu, São Paulo, 1941

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Do nada para a capital, Brasília, c. 1958

Confira a entrevista de Thomaz Farkas para o projeto Produção Cultural no Brasil:

[vimeo 14291666 w=400 h=225]

Thomaz Farkas: uma antologia pessoal
Local: Instituto Moreira Salles – São Paulo
Rua Piauí, 844, 1° andar
Tel.: (11) 3825-2560
De 28 de janeiro a 3 de abril de 2011
Horário de visitação: de terça a sexta-feira, das 13h às 19h
Sábados e domingos, das 13h às 18h
Entrada franca

Foto: Alexandre Belém


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