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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Que tal um acordo com a bandidagem?

A cena se repete em quase todos os capítulos das séries policiais da TV. Numa sala do tribunal, o promotor propõe ao bandido e seu advogado um acordo conveniente para ambas as partes. Se o personagem prestes a ser julgado assumir a autoria do crime, ou fizer revelações que incriminem delinquentes de patente superior, escapará […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 11h04 - Publicado em 17 ago 2011, 09h11

A cena se repete em quase todos os capítulos das séries policiais da TV. Numa sala do tribunal, o promotor propõe ao bandido e seu advogado um acordo conveniente para ambas as partes. Se o personagem prestes a ser julgado assumir a autoria do crime, ou fizer revelações que incriminem delinquentes de patente superior, escapará de punições mais severas ou terá reduzido o tempo de cadeia.

O Brasil acaba de saber que, para os quadrilheiros federais e seus defensores, nada é tão terrível quanto algemas nos pulsos e fotos de topless nos jornais. O que espera o Ministério Público para colocar em prática o modelo americano? A multidão de assaltantes de cofres públicos, é verdade, não cabe num tribunal inteiro. Mas o doutor José Eduardo Cardozo poderá representá-los nas negociações. É ele o advogado de defesa de todos os bandidos de estimação.

Se os culpados confessarem tudo o que andaram fazendo e pagarem seus muitos pecados numa cela de cadeia, os brasileiros honestos toparão abrandar-lhes o sofrimento com duas concessões: as algemas de metal serão substituídas por argolas  fabricadas pelos índios do Xingu e todos os gatunos só poderão ser fotografados de terno e gravata.

É um acordo vantajoso para todos. Eles se livrarão do martírio. E nós nos livraremos deles.

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