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O ministro que fala dilmês

A entrevista concedida ao jornalista Marcelo Leite pelo novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, resultou numa procissão de assombros que ocupa uma página inteira da edição da Folha desta segunda-feira e se estende pelo site do jornal. Publicadas em estado bruto, sem revisões nem retoques, as declarações do entrevistado denunciam, na forma e no […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 01h41 - Publicado em 6 abr 2015, 19h48

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A entrevista concedida ao jornalista Marcelo Leite pelo novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, resultou numa procissão de assombros que ocupa uma página inteira da edição da Folha desta segunda-feira e se estende pelo site do jornal. Publicadas em estado bruto, sem revisões nem retoques, as declarações do entrevistado denunciam, na forma e no conteúdo, um perturbador parentesco com os melhores/piores momentos de Dilma Rousseff.

Perguntas e respostas compõem uma perturbadora tomografia do cérebro e um atestado de incapacidade com firma registrada em cartório. A certa altura, por exemplo, Marcelo Leite pergunta se o slogan “Pátria Educadora”, lema do segundo mandato de Dilma, “não seria edificante demais, quase irônico diante do estreitamento das perspectivas para investir”. Resposta:

“Lembro uma coisa que o Luiz Eduardo Soares quando começou a se interessar por segurança pública e lhe disseram que era um tema de direita. Pátria é uma palavra importante demais para a gente deixar para a direita. Historicamente nós crescemos preocupados com esse termo. Ele está ai no sentido de morada de todos, do espaço, comum, afetivo, o espaço dos brasileiros. É “Pátria” educadora no sentido de que a República se dispõe a educar, mas é claro que não tem nenhuma conotação de paternalismo. Não é o espirito de colocar uma marca, só”.

Parágrafos adiante, Janine é convidado a explicar do que se trata, afinal, o que anda chamando de “quarta agenda democrática”, concebida para “melhorar os serviços públicos no sistema educacional”. Resposta:

“Já existe, mas cada agenda demorou a ser reconhecida. A inclusão social foi aceita, razoavelmente, apesar de haver oposição, inclusive nas ruas. A da qualidade de serviços ainda não foi identificada como agenda. Está muito pulverizada. A revolta da classe média tem muito a ver com isso. Em vez de ver politicamente como uma reivindicação global para melhorar, veem como uma coisa imediatista, e atribuem tudo à corrupção. Não chega a ser uma agenda política, ainda”.

Desde que se soube quem seria o sucessor de Cid Gomes, o país que pensa tenta descobrir os reais motivos da escolha. A entrevista ao menos serviu para revelar um deles, talvez o mais relevante: fora a inventora do estranhíssimo subdialeto, Renato Janine Ribeiro é o único brasileiro que fala dilmês.

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