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Augusto Nunes

Por Coluna
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Dimas Ramalho no Roda Viva desta semana: ‘Quem enriqueceu na política ou foi por herança, ou ganhou na loteria ou fez alguma coisa errada’

Entre outros temas, o presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo falou de corrupção, responsabilidade fiscal, crise econômica e impeachment

Por Branca Nunes Atualizado em 30 jul 2020, 22h12 - Publicado em 1 ago 2016, 17h30

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O entrevistado do Roda Viva desta segunda-feira foi Dimas Ramalho, presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Paulista de Taquaritinga, Dimas fez o curso de Direito na Faculdade do Largo de São Francisco e presidiu o Centro Acadêmico XI de Agosto. No Ministério Público, foi promotor e procurador, antes de eleger-se três vezes deputado estadual e três vezes deputado federal. Também foi secretário da Habitação no governo Mário Covas. Em junho de 2012, deixou a Câmara para tornar-se conselheiro do Tribunal de Contas, que preside desde fevereiro deste ano.

Confira algumas declarações do entrevistado:

“Estamos fiscalizando minuciosamente onde e como o dinheiro público está sendo usado. Se for gasto de maneira errada, com certeza o responsável será punido. Os fatos mostram que hoje ninguém está acima da lei”.

“A multa aplicada a quem cometeu crimes de corrupção pode até não ser muito alta perto do que ele roubou, mas a exposição pública é enorme. Toda a população saberá que aquele gestor não agiu bem com o dinheiro público”.

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“O processo de impeachment pelo qual Dilma Rousseff está passando chamou atenção para a Lei de Responsabilidade Fiscal, que é muito boa no nosso país. Não existe isso de falar que algumas leis pegam e outras não pegam. É preciso cumprir a lei”.

“Não aceito que um gestor coloque a culpa pelo desempenho de seu governo na crise econômica ou política”

“O que o TCE faz é orientar: se não há dinheiro, não faça inaugurações, apenas entregue a obra, não precisa ter pedra fundamental, não há necessidade de tantos cargos comissionados”.

“Um bom gestor não precisa ser um bom político, mas um bom político precisa necessariamente ser um bom gestor. Caso contrário, ele será varrido nas urnas”.

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“Quando me perguntam quando a operação Lava Jato vai acabar eu respondo: ‘Nunca’. É preciso ir até o fim. Pela primeira vez no Brasil pessoas muito ricas estão sendo presas. Isso é muito significativo”.

“Quem enriqueceu na política ou foi por herança, ou ganhou na loteria ou fez alguma coisa errada”.

“O corrupto sempre acha que ninguém vai saber o que ele faz. Eu digo: nós saberemos e ele será punido”.

“Somos o primeiro tribunal a colocar nosso salário na internet. Metade dos meus amigos diz que ganhamos muito e, a outra metade, pouco. Então é um bom sinal. Estamos na média”.

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A bancada de entrevistadores reuniu os jornalistas Julia Affonso (Estadão), Gabriel Baldocchi (revista IstoÉ Dinheiro), Ismael Pfeifer (site Gazeta Mercantil Experience), Marcos de Vasconcellos (site Consultor Jurídico) e Thiago Uberreich (Rádio Jovem Pan). Com desenhos em tempo real do cartunista Paulo Caruso, o programa foi transmitido pela TV Cultura.

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