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Arminio Fraga no Roda Viva: “A economia está totalmente arrebentada”

Para o ex-presidente do Banco Central, a crise mais profunda da história do Brasil nasceu no segundo mandato de Lula e assumiu dimensões assustadoras no governo Dilma

Por Branca Nunes Atualizado em 30 jul 2020, 22h50 - Publicado em 3 Maio 2016, 16h35

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O convidado do Roda Viva desta segunda-feira foi Arminio Fraga. Formado em economia pela PUC do Rio de Janeiro e doutor pela Universidade de Princeton, ele dirigiu o Departamentos de Assuntos Internacionais do Banco Central de julho de 1991 a novembro de 1992, durante o governo Fernando Collor. Depois de vitoriosas experiências no exterior, presidiu o Banco Central entre 1999 e 2002, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Hoje, comanda a Gávea Investimentos. Seria o ministro da Fazenda se o vencedor da disputa eleitoral de 2014 fosse o candidato Aécio Neves, que anunciou durante a campanha a aceitação do convite que fizera a Arminio Fraga.

O tema dominante do programa foi a grave crise econômica que aflige o Brasil. “As origens desta tragédia remetem ao final do governo Lula, quando houve uma mudança de direção no modelo de desenvolvimento, fechando a economia e criando um Estado agigantado, mal desenhado”, disse Arminio. “Hoje sabemos das tragédias políticas e éticas que saem dessa fôrma”. Para melhorar a situação atual, ele propõe maiores investimentos em infraestrutura e a efetivação de reformas básicas, como a tributária e a da Previdência. “A ideia de que a opção se dá entre fazer ajustes ou ser feliz não existe”, afirmou. Para o entrevistado, ou o governo faz os ajustes necessários ou o país entrará num buraco ainda mais profundo.

Segundo Fraga, a economia está “totalmente arrebentada” ─ mas a crise ficaria ainda mais aguda se Dilma Rousseff se livrasse do impeachment. “Espero que a população tenha sido inoculada contra o populismo”, ressalvou o ex-presidente do Banco Central. “É uma ilusão pensar que este modelo resolveria o problema de todos. O país precisa crescer para diminuir a desigualdade social”.

A bancada de entrevistadores reuniu Alexa Salomão (Estadão), Ana Clara Costa (Época), André Lahóz (Exame), Sergio Lamucci (Valor) e Vinícius Torres Freire (Folha). Com ilustrações em tempo real do cartunista Paulo Caruso, o programa foi transmitido ao vivo pela TV Cultura.

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