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Ao jurar que não é ladrão, o coroinha de missa negra se transformou em forte candidato ao papel de Nixon de picadeiro

ATUALIZADO ÀS 16H10 No meio da entrevista coletiva concedida em 17 de novembro de 1973, o presidente Richard Nixon soltou a frase que, concebida para transformar-se no dístico inscrito no estandarte de outra vítima inocente de tramoias políticas, acabou radiografando com cinco palavras o caráter e a alma do  homem mais poderoso do mundo: “I’m […]

Por Branca Nunes
Atualizado em 31 jul 2020, 02h23 - Publicado em 6 jan 2015, 20h55

ATUALIZADO ÀS 16H10

No meio da entrevista coletiva concedida em 17 de novembro de 1973, o presidente Richard Nixon soltou a frase que, concebida para transformar-se no dístico inscrito no estandarte de outra vítima inocente de tramoias políticas, acabou radiografando com cinco palavras o caráter e a alma do  homem mais poderoso do mundo: “I’m not a crook” (‘Eu não sou um escroque”). A supressão do not, exigida aos gritos pelo que já se sabia sobre o Caso Watergate, pelas anotações no alentado prontuário, pela cara de culpado e pela voz de foragido, ofereceu aos jornalistas a expressão que resumia o personagem com contundente exatidão.

O presidente reeleito com uma votação consagradora era um escroque. Segundo os dicionários,o termo derivado do francês escroc originalmente se aplicava apenas a quem se apropria de bens alheios com práticas fraudulentas. Com o tempo, a palavra passou a identificar também caloteiros, pilantras ou trapaceiros. Nixon, um genuíno escroque internacional, era tudo isso e mais um pouco, confirmariam à exaustão as revelações que o induziram a renunciar em 8 de agosto de 1974 e cair fora do Salão Oval antes da chegada da ordem de despejo. Os eleitores dos Estados Unidos também se equivocam quando escolhem o presidente. Mas já aprenderam o que fazer quando descobrem que instalaram patifes na Casa Branca.

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Se é verdade que a história se repete como farsa, isso só acontece em países normais. O Brasil do lulopetismo reprisa histórias em forma de chanchada, reiterou uma das frases que Gilberto Carvalho declamou ao despedir-se do gabinete no Planalto que lhe garantiu por 12 anos, além do salário de bom tamanho, a carteirinha de pai da pátria que livra o portador de embarques indesejados na traseira do camburão. “Nós não somos ladrões”, confessou pelo avesso a caixa preta abarrotada de casos de polícia que imploram por esclarecimentos desde os tempos em que se disfarçava de amigo do prefeito Celso Daniel. O Brasil teve de esperar mais de 40 anos para ver a entrada em cena, a bordo de quatro palavras, de um forte candidato a Richard Nixon de picadeiro.

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Gilberto Carvalho mostrou que pode transformar-se na versão nativa do colega americano ao soltar a mentira prontamente escancarada pela voz inconvincente e pela cara de quem vai acabar hospedado em algum hotel da Rede Carandiru. Até os bebês de colo sabem que o bando de que faz parte é infestado de ladrões. Mas o candidato teria garantido o papel caso o script se limitasse a traduzir o original americano. A turma que o orador trapalhão tentou inutilmente inocentar não se restringe ao bloco dos gatunos. “Nós não somos escroques”, deveria ter ampliado o leque o coroinha de missa negra.

No bando formado por especialistas em distintas modalidades criminosas, há outras bandalheiras a executar além da tunga sistemática de dinheiro público. Nem todos os integrantes da quadrilha a que Gilberto Carvalho se orgulha de pertencer são, portanto, ladrões. Fazem coisas piores. E são todos escroques, vários deles com experiência internacional. Gilberto Carvalho é um dos artilheiros dessa seleção montada por Lula e mantida por Dilma. Está pronta para fazr bonito até num duelo com o timaço de meliantes comandado por Richard Nixon.

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