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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A frase inventada pelos farsantes confirma que Lula ainda acha que os brasileiros são um bando de idiotas

Nenhum dos procuradores federais disse o que o carrasco da verdade fingiu ter escutado

Por Branca Nunes Atualizado em 30 jul 2020, 21h50 - Publicado em 16 set 2016, 17h41

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No pronunciamento desta quinta-feira, Lula repetiu diversas vezes uma frase que fingiu ter escutado durante a entrevista coletiva de procuradores do Ministério Público Federal, que o denunciaram como comandante máximo do esquema de corrupção desvendado pela Operação Lava Jato: “Não temos provas, mas temos convicção”.

Como sempre, a falta de coragem e argumentos o aconselharam a escapulir de perguntas dos jornalistas que acompanharam a discurseira sublinhada por lágrimas sem convicção, pontapés na gramática, navalhadas no plural e surtos de megalomania  ─ num deles, anunciou que anda enxergando no espelho um Jesus Cristo melhorado. O fugitivo da imprensa livrou-se, por exemplo, de contar como conseguiu ouvir o que ninguém disse.

A frase que Lula e seus devotos espalharam pela internet é uma fraude produzida pela mistura de palavras pinçadas de três  momentos distintos da entrevista:

1. “Provas são pedaços da realidade que geram convicção sobre um determinado fato ou hipótese. Todas essas informações e essas provas analisadas como num quebra-cabeça permitem formar seguramente a figura de Lula no comando do esquema criminoso identificado na Lava Jato”. (Deltan Dallagnol)

2. “Precisamos dizer desde já que, em se tratando de lavagem de dinheiro, ou seja, em se tratando de uma tentativa de manter as aparências de licitude, não teremos aqui provas cabais de que Lula é o efetivo proprietário no papel do apartamento, pois o fato de ele não figurar como proprietário do triplex, da cobertura em Guarujá é uma forma de ocultação, de simulação da verdadeira propriedade”. (Roberson Pozzobon)

3. “Dentro das evidências que nós coletamos, a nossa convicção, com base em tudo que nós expusemos, é de que Lula continuou tendo proeminência nesse esquema, continuou sendo líder desse esquema, mesmo depois de ele ter saído do governo”. (Deltan Dallagnol)

Lula não vai demorar a entender que os brasileiros já não toleram ser tratados como um bando de idiotas. Se escapar da gaiola e arriscar-se a disputar as eleições presidenciais de 2018, o Mestre vai descobrir que o número de discípulos ficou menor que o ajuntamento de sacerdotes corruptos.

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