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‘Mundo da Lua’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta terça-feira DORA KRAMER O grande tema que emergiu da reunião do Diretório Nacional do PT realizado no fim de semana, em Brasília, não foi a “renovação profunda” proposta dias antes pelo comandante em chefe da tropa, Luiz Inácio da Silva.

Por Branca Nunes
Atualizado em 31 jul 2020, 05h45 - Publicado em 23 jul 2013, 16h00

Publicado no Estadão desta terça-feira

DORA KRAMER

O grande tema que emergiu da reunião do Diretório Nacional do PT realizado no fim de semana, em Brasília, não foi a “renovação profunda” proposta dias antes pelo comandante em chefe da tropa, Luiz Inácio da Silva.

O assunto foi uma briga da bancada na Câmara dos Deputados e a aprovação de um documento que repetia sugestão feita pelo PMDB sobre mudanças no Ministério e na política econômica.

Do ponto de vista do que vem acontecendo no Brasil, da virada do processo eleitoral de 2014 de cabeça para baixo, dos problemas que o partido no poder tem para resolver e os desafios que precisa enfrentar, uma reunião pífia, desconectada da realidade.

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Neste aspecto, fez bem a presidente Dilma Rousseff de não comparecer ao encontro a pretexto de ter mais o que fazer em reunião de trabalho para tratar da visita do papa Francisco. Passou o recado de que o momento é de dar mais atenção ao País que ao partido, não se contaminou com divisões internas e evitou ser fotografada com José Dirceu, que lá estava.

O PT engalfinhou-se na irrelevante questão: a presença de Cândido Vaccarezza no comando da comissão que vai elaborar proposta de reforma política porque não “representa” a bancada devido à sua proximidade com o PMDB. No fim, foi indicado Ricardo Berzoini como o representante do pensamento do partido sobre a reforma.

Sim, Berzoini. O mesmo que presidia o PT na época em que petistas foram presos com dinheiro para comprar um dossiê contra o tucano José Serra e foi apontado pelo então presidente Lula como responsável pela contratação dos por ele chamados de “aloprados”.

Para a bancada petista na Câmara esse deputado “representa” o partido que não vê nada demais em dizer isso no momento de intenso questionamento externo e nenhuma autocrítica interna. No lugar de “reformulação profunda”, o que se tem é a renovação do visto de permanência dos petistas no mundo da Lua.

Gabeira. Os partidos o têm procurado, o mundo político muito tem especulado sobre a possibilidade de uma candidatura de Fernando Gabeira ao governo do Rio, mas ele manterá afastado de si esse cálice.

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Cético quanto à hipótese de se realizarem mudanças de fundo nos meios e modos de governar, Gabeira prefere se manter no rumo da volta ao jornalismo a se comprometer com esse ou aquele partido, cujas estruturas estão “ancoradas no século passado”.

Pretende, sim, ajudar a oposição tanto no plano estadual quanto local, mas acha que pode dar maior contribuição na retaguarda analítica escrevendo artigos, fazendo palestras e reportagens sobre a complicada cena brasileira.

Aprendiz. Quando apareceu na sexta-feira passada para falar brevemente sobre o quebra-quebra que se seguiu aos protestos nas cercanias do edifício onde mora no Leblon, o governador Sérgio Cabral referiu-se ao “aprendizado” do poder público no trato desse tipo de situação.

Incorreu numa inversão de valor: governantes não têm que usar o governo para “aprender”; candidatos é que precisam estar suficientemente preparados para, uma vez eleitos, enfrentar os problemas e oferecer soluções.

O uso abusivo do marketing nas campanhas esconde defeitos, ressalta qualidades inexistentes e dificulta a avaliação correta por parte do eleitor.

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De outro lado, o deslumbramento com as facilidades do poder leva boas ações de governo a se perderem nos desvãos do mau comportamento de governantes.

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