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Alberto Carlos Almeida Por Alberto Carlos Almeida Opinião política baseada em fatos

Genocídio indígena, quem se importa?

"Genos" vem do grego e significa raça. "Cídio" vem do latim e significa matar. Estamos perto de ver um genocídio no Brasil

Por Alberto Carlos Almeida Atualizado em 6 fev 2020, 12h16 - Publicado em 6 fev 2020, 12h04

A nomeação de um evangelizador para ficar a cargo das tribos indígenas que têm pouco ou nenhum contato com o nosso mundo é uma péssima notícia. Além disso, Bolsonaro encaminhou à Câmara um projeto de lei que libera a mineração em áreas indígenas.

Quando pensamos em genocídio a primeira cena que vem à mente são os campos de concentração nazistas que exterminaram mais de 6 milhões de judeus. Onde hoje ficam localizados Estados Unidos e Canadá já foi um território habitado por 20 milhões de índios. Porém, se um povo é composto por somente setenta pessoas, e se elas são mortas ou aculturadas, esse povo deixa de existir. É também genocídio.

Em pleno século XXI, o Brasil está próximo de ver o genocídio de vários povos indígenas. A mineração é uma atividade econômica importantíssima. Porém, depois de uma aprendizado de décadas, até mesmo de séculos, já sabemos hoje conciliar diversos interesses sociais e econômicos. Ademais, a função econômica de nossas tribos indígenas é hoje crucial: elas preservam a floresta que abastece de água por meio dos “rios voadores” os reservatórios e a agricultura do centro sul do Brasil.

Quem se importante com o genocídio de nossos indígenas?

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