Vinhos: o que se sabe até agora sobre o roubo de 3 000 Barolos na Itália
Crime ocorreu na Conterno Fantino, em Monforte d’Alba, no norte do país europe
Na semana passada, contei aqui no Al Vino como uma quadrilha levou, em apenas três horas, pouco mais de 3 mil garrafas da vinícola piemontesa Conterno Fantino, em Monforte d’Alba, no norte da Itália. Esse mistério ainda está longe de terminar. Os ladrões usaram os próprios empilhadeiras e furgões da propriedade para carregar a carga e, até agora, os dois veículos não foram encontrados.
Em meio ao final colheita de Nebbiolo, Elisa Fantino, filha de um dos fundadores da Conterno Fantino, falou com à coluna e conta como estão vivendo os dias seguintes ao crime. Para a família, as circunstâncias do roubo levantam uma hipótese preocupante. “O crime pode ter sido encomendado”, me contou Elisa. Algumas suspeitas indicam o leste europeu como destino da mercadoria, mas nada ainda há de comprovado. A investigação, conduzida pelas autoridades italianas, continua.
E há uma questão especialmente delicada: o que será feito dessas garrafas? Não se trata de um vinho qualquer que possa desaparecer facilmente no mercado. Foram selecionadas etiquetas de Barolo de alto valor, entre elas o Ginestra Vigna Sorì Ginestra, uma das referências da vinícola. Essas garrafas custam em torno de 80 euros e a versão Magnum (com 1,5l) cerca de 200 euros.
Por isso, a família faz um alerta que interessa a todo o mercado. Elisa, que é muito reservada, conta que a família resolveu tornar a história pública por essa única razão: “Se nos próximos meses aparecer no seu celular aquela mensagem tentadora dizendo tenho um Barolo maravilhoso, preço imperdível, vale respirar antes de clicar”. Uma oferta boa demais para ser verdade pode, neste caso, ser literalmente produto de crime.
Quem receber propostas suspeitas ou encontrar garrafas que possam fazer parte da carga roubada deve comunicar as autoridades e, sempre que possível, a própria vinícola. Neste momento, encontrar os Barolos é também uma maneira de ajudar a descobrir para onde essa história foi levada.







