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Última fábrica de máquinas de escrever do mundo fecha as portas

Restam apenas 200 máquinas no estoque da empresa indiana

A Godrej and Boyce, a última empresa no mundo que ainda fabricava máquinas de escrever, fechou as portas em Mumbai, Índia. Apenas 200 máquinas restam no estoque da empresa. “Não estamos mais recebendo pedidos”, disse o gerente da fábrica, Milind Dukle, ao jornal indiano Bussiness Standard.

Embora as máquinas de escrever tenham se tornado obsoletas na maior parte do ocidente, elas ainda eram comuns na Índia. Contudo, a demanda caiu vertiginosamente nos últimos dez anos na medida em que usuários trocaram as engenhocas por computadores. Já nos Estados Unidos, uma geração jovem demais para nutrir qualquer nostalgia por fitas enroladas e dedos sujos de tinta torna-se adepta das velhas Remingtons e Smith Coronas.

A partir do ano 2000, as empresas que ainda fabricavam máquinas de escrever foram fechando as portas no país, exceto a Godrej and Boyce. De acordo com Dukle, até 2009, a empresa fabricava de 10.000 a 12.000 máquinas por ano. Agora a companhia irá se concentrar em fornecer equipamentos para o governo.

A empresa ainda possui 200 modelos em estoque, a maioria com teclas no alfabeto árabe. A fábrica indiana começou a produção na década de 1950, quando o primeiro-ministro Jawaharlal Nehru descreveu a máquina de escrever como o símbolo da independência e da industrialização indiana. Até a década de 1990, a Godrej and Boyce ainda vendia 50.000 modelos por ano. Em 2010, foram vendidas apenas 800 máquinas.

A primeira máquina de escrever comercial foi fabricada nos Estados Unidos, em 1867, e até a virada do século se transformou no modelo padronizado, incluindo o teclado QWERTY, que se usa em diversos países, inclusive no Brasil.