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Telescópio Roman da Nasa será 100 vezes mais abrangente que Hubble e pode mudar observação do Universo

Criado a partir de tecnologia dos EUA para defesa e vigilância, telescópio terá como foco o estudo de matéria escura, energia escura e exoplanetas

Por Lorenzo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 ago 2026, 15h21 | Atualizado em 28 ago 2026, 16h48
Telescópio Roman da Nasa será 100 vezes mais abrangente que Hubble e pode mudar observação do Universo Priorizar nos meus resultados Google

No próximo domingo, 30, a Nasa lança ao espaço sua mais nova máquina, o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman (NGRST). A ferramenta foi criada para explorar grandes regiões do céu e aprofundar os estudos sobre matéria escura, energia escura e exoplanetas similares à Terra. 100 vezes mais potente que o Hubble, histórico telescópio espacial da agência espacial americana em 1990, o Roman já é considerado por cientistas como um dos projetos mais ambiciosos da Nasa. 

Nomeado Nancy Grace Roman, o telescópio homenageia a astrônoma homônima, primeira diretora dos programas astronômicos da Nasa e uma das mais importantes arquitetas do Telescópio Espacial Hubble. Agora, o Roman será lançado ao espaço para observar regiões mais abrangentes que seus antecessores, mas formará, junto do Hubble e do James Webb, uma nova tríade de telescópios espaciais capazes de observar detalhes diferentes do universo. 

A criação

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A estrutura do Roman não foi criada inicialmente para a exploração espacial. Após os ataques às Torres Gêmeas de Nova York em 2001, o Escritório Nacional de Reconhecimento dos EUA solicitou a criação de telescópios espaciais extremamente poderosos, mas para observação detalhada e profunda da Terra. Anos depois, parte do programa foi cancelado e o Escritório guardou diversas máquinas com 2,4 metros de diâmetro — tamanho do Roman — que logo foram oferecidas à Nasa, já em 2012. 

Com o novo maquinário em mãos, a agência americana aproveitou a deixa para desenvolver a tecnologia que agora, em 2026, será oficializada. Para a astrofísica da Universidade de Vilnius, na Lituânia, Edita Stonkutė, “esse é um telescópio que não foi feito para existir. Criado para fins militares na Terra, agora ele será utilizado para explorar as galáxias mais distantes e os maiores mistérios do Universo”. 

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Em comparação com os outros grandes telescópios da Nasa, o Hubble e o James Webb, a pesquisadora explica que cada um se sai melhor em uma área da exploração espacial. Segundo ela, o James Webb se destaca pelo grande campo de visão, que funciona como um “zoom” que permite acesso à imagens do passado do Universo. O Hubble, por sua vez, funciona como um fotógrafo que consegue capturar mínimos detalhes por suas lentes. O Roman, por fim, atua como um tipo de observador do espaço, capaz de encontrar mais do que seus irmãos. Para Stonkuté, ele é um dos projetos mais ambiciosos já feitos pela Nasa. 

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