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Telescópio Hubble encontra água na atmosfera de exoplanetas

As evidências estavam enfraquecidas devido a uma camada de névoa sobre os planetas, fenômeno aparentemente mais comum do que se imaginava

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h15 - Publicado em 4 dez 2013, 14h29

Cientistas dos Estados Unidos encontraram evidências da presença de água na atmosfera de exoplanetas (localizados fora do Sistema Solar). A descoberta foi feita pelo telescópio espacial Hubble e anunciada em um estudo publicado na terça-feira, no periódico Astrophysical Journal. A presença de água na atmosfera desses planetas já havia sido identificada anteriormente, mas esta pesquisa foi a primeira a medir e comparar esses indícios em diversos planetas.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Exoplanet Transit Spectroscopy Using WFC3: WASP-12 b, WASP-17 b, AND WASP-19 b

Onde foi divulgada: periódico Astrophysical Journal

Quem fez: Avi M. Mandell, Korey Haynes, Evan Sinukoff, Nikku Madhusudhan, Adam Burrows e Drake Deming

Instituição: Centro Goddard de Voo Espacial da Nasa, nos Estados Unidos, e outras

Resultado: Os pesquisadores descobriram a presença de água na atmosfera de três exoplanetas

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“Este trabalho abre caminho para comparações sobre a quantidade de água presente na atmosfera em diferentes exoplanetas, como os mais frios e mais quentes”, afirma Avi Mandell, pesquisador da Nasa e líder do estudo, que analisou os exoplanetas WASP-17b, WASP-12b e WASP-19b.

A pesquisa fez parte de um censo sobre a atmosfera de exoplanetas, conduzido por L. Drake Deming, pesquisador da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Em setembro deste ano, Deming e sua equipe publicaram, no mesmo periódico, um artigo relatando uma descoberta semelhante em outros dois exoplanetas, denominados HD209458b e XO-1b. Os cinco orbitam estrelas próximas ao Sol.

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Névoa – Os sinais que indicam a presença de água foram mais fracos do que o esperado inicialmente. Os cientistas suspeitam que uma camada de névoa ou poeira sobre os planetas explique o fenômeno. Esta névoa reduz a intensidade de todos os sinais emitidos pela atmosfera, da mesma forma que a neblina faz as cores de uma fotografia parecerem opacas.

Os planetas estudados estão na categoria Júpiter quente, que abrange aqueles com massa semelhante à de Júpiter, mas localizados mais próximos de suas estrelas do que Júpiter em relação ao Sol. A princípio, o fato de todos eles apresentarem essa camada de névoa surpreendeu os cientistas, mas os pesquisadores notaram que o fenômeno se repetia em diversas outras pesquisas. De acordo com Heather Knutson, pesquisadora do Instituto de Tecnologia da Califórnia, que participou do estudo de Deming, uma atmosfera nebulosa pode ser mais comum para planetas do tipo Júpiter quente do que se imaginava.

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