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Telescópio europeu divulga imagem de ‘berço de estrelas’

A Nebulosa Ômega é uma das mais brilhantes da nossa galáxia, a Via Láctea

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h49 - Publicado em 5 jan 2012, 12h28

O ESO (Observatório Europeu do Sul) divulgou uma das imagens mais nítidas já feitas da Nebulosa Ômega, um dos mais ativos berçários de estrelas da Via Láctea. A foto foi tirada pelo telescópio Antu, um dos quatro que formam VLT (Very Large Telescope – Telescópio Muito Grande), mantido pela União Europeia no litoral do Chile, que é um dos melhores pontos de observação do cosmos.

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NASCIMENTO DAS ESTRELAS

As estrelas nascem a partir da condensação de gases de uma nebulosa, como a Ômega. As moléculas desses gases são muito afetadas pela radiação das estrelas vizinhas.

Assim que nasce, a estrela passa a sofrer grande pressão de sua própria gravidade. Essa pressão comprime o gás para o núcleo do corpo celeste, fazendo com que o astro produza energia – até seu colapso.

A força gravitacional das estrelas é tão grande que elas podem atrair outros corpos celestes para orbitá-las. Por isso o nosso e outros planetas giram em torno de estrelas.

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Quando morrem, as estrelas, estrelas de grande massa, como as que são formadas na Nebulosa Ômega, explodem em uma supernova, espalhando os elementos que a formaram e ajudando a iniciar o ciclo de formação de outras estrelas.

No caso de estrelas com menor massa, como é o caso do nosso Sol, o fim é diferente. Com o fim do combustível elas vão se retraindo e esfriando ao longo de centenas de milhões de anos.

O fundo avermelhado mostra nuvens de gás, sobretudo hidrogênio, que servem de matéria-prima para a formação de novas estrelas de grande massa junto com a poeira cósmica, mostrada nas manchas escuras. Os pontos azuis brilhantes são as estrelas recém-nascidas, que liberam muita radiação ultravioleta.

A Nebulosa Ômega também é chamada por outros nomes, como Nebulosa de Cisne, Ferradura e Lagosta. Depende de quem a observou e quando, pois essa região sempre foi popular entre os astrônomos graças a seu brilho e coloração. Ela está na constelação de Sagitário, a mais de cinco mil anos-luz da Terra.

O ESO, que completará 50 anos em 2012, é o observatório astronômico mais importante e produtivo do mundo. O projeto é financiado por 15 países, entre eles o Brasil.

Veja abaixo a imagem completa:

Imagem do núcleo esfumaçado da Nebulosa Ômega
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