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Técnica 3D ajuda a visualizar inseto de 120 milhões de anos

Nova metodologia evita que os detalhes dos fósseis sejam perdidos

A foto acima mostra o modelo tridimensional do Raphidioptera pupae, um inseto que ficou preso no âmbar – uma resina fóssil formada da seiva de árvores e plantas pré-históricas – há 120 milhões de anos. A imagem foi exibida em uma conferência na Academia de Ciências da França nesta quinta-feira (9), onde cientistas mostraram avanços que poderão ajudar paleontólogos a estudar detalhes dos animais e fósseis antes inacessíveis.

Quando cientistas encontram insetos ou fósseis pré-históricos presos em âmbar, a única forma de estudá-los é fatiando a resina. Com isso, o animal ou fóssil é destruído e informações preciosas perdidas. Por meio de técnicas de rastreamento tridimensional (que utilizam raios-x, tomografia computadorizada e ressonância magnética), agora os cientistas conseguem ver as estruturas internas dos organismos sem alterá-los.

A técnica permite a criação de um modelo que pode ser visto por todos os ângulos e com detalhes que antes se perdiam no processo de fatiamento. Com a utilização de impressoras 3D, os pesquisadores também poderão criar protótipos dos fósseis, preservando o modelo original.