Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Sonda Voyager 1 está prestes a deixar o Sistema Solar

Espaçonave deverá atingir espaço interestelar em poucos meses, afirma Nasa

A sonda espacial Voyager 1, lançada em 1977, entrou na fronteira do Sistema Solar. Os cientistas acreditam que ela pode chegar ao desconhecido espaço interestelar em questão de meses. A informação é da Nasa, a agência espacial americana.

Os cientistas esperam conhecer novos dados emitidos da Voyager 1, que levam 32 horas para chegar à Terra, para confirmar o momento no qual a sonda sairá da heliosfera, região ficam as partículas energéticas emitidas pelo Sol e que protege os planetas das radiações do espaço exterior.

A Voyager 1 já percorreu quase 18 bilhões de quilômetros e, segundo o comunicado da Nasa, poderia superar a barreira da heliosfera e a influência de seu campo magnético, ou seja, sair completamente do Sistema Solar, em poucos meses. “Descobrimos que o vento solar é lento nesta região e sopra de forma errática”, disse Rob Decker, um dos responsáveis pelos instrumentos de medição das sondas. “Pela primeira vez, esse vento até se movimenta para trás: estamos viajando por um território completamente novo”, disse.

Veja o vídeo comemorativo dos 33 anos da Voyager 1:

Os sensores da Voyager 1 detectaram um aumento da intensidade do campo magnético. Isso acontece porque a sonda está à beira da heliosfera, onde as radiações do espaço interestelar comprimem os limites da zona de influência do sol.

Desde o fim de 2010, a sonda detectou uma redução das partículas energéticas emitidas do Sol, que agora são duas vezes menos abundantes que nos cinco anos anteriores, enquanto detectou um fluxo 100 vezes maior de elétrons do espaço interestelar.

A Voyager 1 é o instrumento humano mais distante do planeta. Ela transporta uma mensagem sobre o homem e sua situação no universo e mede as radiações para determinar sua passagem pelas fronteiras do Sistema Solar. No início de novembro, sua gêmea, Voyager 2, também lançada em 1977, ganhou uma sobrevida de pelo menos 10 anos.

(Com agência EFE)