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Sonda Rosetta encontra buracos na superfície de cometa

Descoberta exclui muitas teorias sobre a formação de um cometa, ao mostrar que sua parte exterior não é tão estável

Câmeras da sonda espacial Rosetta detectaram buracos enormes na superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. A constatação, publicada esta semana na revista Nature, sugere que a superfície do cometa tenha sofrido desabamentos ao se aproximar do Sol.

Segundo o grupo de mais de 60 cientistas que trabalham na missão, as crateras observadas se formaram da mesma forma que os buracos da superfície da Terra: apareceram quando tetos de cavernas desabaram devido ao próprio peso.

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De acordo com a análise, os buracos, de cerca de 200 metros de largura, possuem a mesma profundida que o cometa 67P. Alguns deles podem ter se formado no passado, mas as paredes não mostram sinais de erosão, sinal de formação recente.

Essa não é a primeira vez que sondas espaciais americanas detectam buracos em cometas. A Deep Impact e a Stardust observaram a ocorrência das crateras nos cometas 9P/Tempel 1, em 2005, e 81P-Wild2, em 2004, mas os cientistas não conseguiram descobrir a origem dos orifícios.

Na última terça-feira (23), a Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou a prorrogação da missão da sonda Rosetta até setembro de 2016. O programa terminaria em dezembro deste ano. Em comunicado, a organização afirmou que a conclusão da viagem ocorrerá conforme ela se afaste do Sol, deixando de receber energia necessária para que seus equipamentos funcionem de forma eficiente.

A missão Rosetta permitiu o pouso histórico do robô Philae no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em novembro do ano passado, depois de uma década do lançamento da sonda. Inicialmente, o programa terminaria com o desligamento dos equipamentos da sonda, que ficaria orbitando o cometa indefinidamente. Mas agora cientistas discutem um novo fim para a nave: ela pode aterrissar sobre o cometa, reunindo-se ao módulo Philae.

(Da redação)